domingo, 26 de maio de 2013

O jogo da redenção

No sábado, 25, o estádio de Wembley, sediou a final da UEFA Champions League, uma partida que demonstrou a força do futebol alemão atual. De um lado o Borussia Dortmund, que recentemente venceu os dois últimos alemães e a Copa da Alemanha. De outro o Bayern, que nos últimos anos colecionou vices, como os do alemão, da própria UEFA Champions League, por duas vezes nas últimas quatro temporadas, mas que venceu o alemão nessa temporada e que disputará no próximo sábado, a final da Copa da Alemanha.

Após um primeiro tempo pouco disputado, onde o destaque ficou por conta dos goleiros, que quando exigidos fizeram importantes defesas garantindo o placar no zero. Na primeira etapa do jogo o time de Dortmund, manteve um certo controle da partida, já o Bayern tentava jogar nos contra ataques. No segundo tempo, as coisas mudaram e o time de Roben e cia, passaram ter a iniciativa do jogo, encurralando o adversário em seu campo de defesa.

O jogo ganhou emoção e o Bayern, abriu o placar em uma ótima jogada coletiva e a parte vermelha do estádio, comemorava o passo importante para acabar com a sina do quase que vinha assombrando o time da Baviera nos últimos anos. Entretanto, em um lance infeliz do zagueiro Dante, o Borussia Dortmund, chegou ao empate, dando mais emoção a partida e levando a decisão, ainda que temporariamente para a prorrogação.

Mas o futebol reservou as emoções mais fortes para os minutos finais, quando após uma bela jogada envolvendo os medalhões, Ribéry e Roben, que pouco jogaram durante toda a decisão, o Bayern chegou ao gol, marcado pelo holandês, que enterrou a sina que carregava desde a final da Champions do ano passado, quando perdeu um pênalti e viu o Chelsea, comemorar o título inédito, na casa do time alemão e um ano depois, agora em terras britânicas o Bayern finalmente pode soltar o grito de campeão, chegando ao penta campeonato europeu e se consolidando como o terceiro maior campeão da Champions League.

domingo, 19 de maio de 2013

Para manter a rotina

Daqui poucas horaso Corinthians entrará em campo, com o objetivo claro de ser mais uma vez campeão paulista e ampliar a egemonia na competição estadual. O adversário, será o Santos que além de jogar em casa, buscará o inédito feito de ser tetra campeão estadual de forma consecutiva. Após a eliminação para o Boca Juniors na Libertadores, as notícias publicadas pela imprensa lembram em muito o comportamento da torcida alguns anos atrás, quando a cada tropeço elas respondiam que ganhar campeonato x era obrigação.

O Corinthians não ganhava o paulista, tinha a obrigação de ganhar a Copa do Brasil e caso não tivesse sucesso nessa competição, ganhar o Brasileirão era uma questão de "honra". O tempo passou e as coisas mudaram no clube, na torcida e na imprensa. Hoje o time do Parque São Jorge tentará mais um título após um intervalo de cinco meses sem ser campeão, até por que não aocnteceram finais nesse período.

Mas a imprensa insiste que para o Corinthians, hoje ganhar é obrigação sim após a saída da competição continental. Falam em honra, em salvar o semestre, ou seja, adotam hoje o mesmo papinho furado da torcida de tempos atrás. Como foi lembrado pelo próprio Corinthians ao final do Brasileirão de 2011, o corinthiano não vive de títulos, mas vive de Corinthians. O time tem uma história repleta de superação e de conquistas importantes que moldaram tanto o time de hoje como sua relação com a Fiel torcida e não será um tropeço mais tarde que mudará isso, mesmo que a imprensa tente mostrar uma outra "realidade".

Desde 2007, ano fatídico do rebaixamento o time conquistou sempre com o apoio da torcida a volta para a elite em 2008, a Copa do Brasil em 2009, no mesmo ano levamos nosso último estadual. No ano do centenário não conquistaram nada e sua torcida passou o ano ouvindo piadinhas. Mas nada como um ano após o outro. Em 2011, ganhamos o Brasileiro e emendamos uma série importante de conquistas, que somaram a Libertadores de 2012 e o Mundial do mesmo ano. Inciando ali em dezembro de 2011, a série de conquistas importantes em intervalos que variam entre 5 e 6 meses.

Mais tarde, a equipe corinthiana entrará em campo buscando mais um título, mas não em nome de honra, não por obrigação e nem para manter a hegemonia no campeonato estadual. A única manutençao que o time vê é a da rotina de conquistas, que alegra o famoso Bando de Loucos, que a incentiva e o apoia a cada nova jornada.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Invencibilidade às avesas

O Brasil enfrentou a Rússia, na última segunda-feira (25), no Stanford Brige, em Londres e manteve a sina iniciada ainda na era Dunga, com a derrota para a Holanda que valeu à seleção a eliminação da Copa de 2010. Desde 2009, quando o Brasil venceu a Inglaterra por 1 a 0, que nossa seleção não sabe o que é vencer uma grande seleção com sua força máxima.

Nesse período o Brasil venceu por duas vezes a Argentina no chamado "Super Clássico das Américas", ainda na era Mano, mas nem o Brasil e nem os hermanos estavam com sua força máxima. A partida dessa segunda foi apenas mais um capítulo nessa já longa história de partidas contra os grandes sem ver a cor da vitória e por pouco, o resultado não foi a derrota do time de Felipão, afinal Fred, que ao lado de Marcelo e Hulk foram os destaques da partida e do lance que garantiu o empate para o Brasil.

Após uma bela tabela entre Marcelo e Hulk a bola foi cruzada na área para Fred, livre de marcação e com o gol vazio só tocasse na bola para empatar o jogo. Outra boa notícia do lance é que Fred, com o gol mostrou mais uma vez se faro de matador, garantindo a artilharia da nova família Scolari.

No início da partida a equipe brasileira se mostrou perdida em cmapo e se deixou dominar pelo adversário até os 13 minutos de jogo, quando nossa seleção começou a se impor, entretanto o time não conseguia transformar o domínio em gols fazendo o placar não sair do zero.

A história só mudou quando a Rússia, que fora seu técnico, Fábio Capello, não tem nenhum outro destaque individual, conseguiu marcar seu gol e fez o Brasil perder o controle da partida, não conseguindo atacar como vinha fazendo até a hora do gol russo.

Aos 44 minutos do segundo tempo, quando a partida se encaminhava para mais uma derrota de Felipão e sua equipe, Marcelo e Fred salvarão o comandante e garantiram o empate que não limpou a barra do técnico e da seleção, mas amenizou um pouco o revéz.

Ao que parece, a tão sonhada troca de Mano por Felipão, não surtiu os efeitos esperados e a seleção continua fazendo apresentações a baixo do esperado, faltam apenas duas partidas para a estreia na Copa das Confederações, onde aliás o Brasil terá a obrigação de ganhar, afinal joga em casa e tem que fazer valer a tradição e a força de sua torcida, caso isso não ocorra, não será possível garantir Felipão na seleção em 2014.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Não ganhar não adianta

Na última quinta-feira (21), a seleção brasileira foi à Suíça para enfrentar a seleção italiana e o jogo teve  fortes emoções, como sempre acontecem quando as duas equipes jogam. Foi a segunda partida da equipe comandada pelo Felipão e assim como aconteceu no jogo contra a Inglaterra, na reestreia do técnico o  Brasil voltou a não vencer uma partida contra uma seleção de peso. Agora a nova passagem de Scolari pela seleção somam uma derrota e um empate.



Desde 2009, quando ainda na preparação para a Copa da África, que nossa seleção não consegue vencer adversários tradicionais, a única  exceção, foram os confrontos contra a Argentina no chamado Super Clássico das Américas, quando as equipes jogam sem sua força máxima. Com a proximidade de compromissos como a  Copa das Confederações e da Copa do Mundo, ambas aqui no Brasil, é primordial, que nossa seleção se reencontre com o  caminho de vitórias.

Quem quer ser campeão, precisa ter planejamento e isso a CBF jogou fora, ao desligar o técnico Mano  Menezes  ao final do ano  passado e chamar Felipão, que ao que parece começou agora, um novo trabalho, mesmo sem tempo hábil para tanto. Não gostei do comportamento da equipe no segundo tempo contra  a Itália, vi uma equipe perdida em campo, que se deixou dominar pela renovada equipe italiana.

Espero que contra a Rússia, o desempenho seja melhor do  que o apresentado até aqui na fase Felipão e que o Brasil volte a vencer uma partida contra adversários importantes, embalando-se para as apresentações  na Copa das Confederações, onde será obrigação da seleção chegar a  final e que na Copa  do ano  que vem, a seleção retome seu espaço no cenário internacional, mas  para  isso  é preciso  voltar  a ter  uma sequencia  importante de vitórias,  que empolgue jogadores e torcida.       

terça-feira, 12 de março de 2013

Saudades da tradição

                                                       É mais bonito ver clássicos assim...

Não é de hoje que, percebo como o futebol brasileiro tem abandonado a tradição aos poucos. No último  domingo, assisti a partida entre Vasco e Botafogo, que valeu a Taça Guanabara ao time de General  Severiano e confesso que estranhei o fato de não ver nenhuma das duas equipes com o seu uniforme  número 1. Faz algum tempo que os times brasileiros vem adotando essa  postura, que acaba  por tirar um pouco da graça do esporte.

Acho legal que os times tenham outras opções de uniformes e que as utilizem em algumas partidas. Vários times brasileiros já acertaram ao criarem uniformes interessantes, que acabou dando bastante retorno aos cofres das equipes, mas acho que a utilização dos mesmos em partidas deve ser limitadas e que em caso de jogos importantes como finais os times priorizem os uniformes tradicionais.


                                                      ... do que clássicos assim


Mesmo camisas que não são o chamado uniforme número 1, deixam saudades, por que marcaram a história e a identificação de seus clubes, por isso acho que é importante o retorno desses uniformes ao campo de jogo. Todo torcedor tem na  memória uma camisa de seu time do coração que marcou para ele marcou a equipe, seja  com uma  conquista ou até com a  não conquista de títulos, por isso acredito ser importante que os  clubes voltem a ter essas camisas para valorizar sua história e aproximá-lo ainda mais do torcedor.

Atualmente a profusão de novos uniformes é tão grande que  alguns clubes passam muitos jogos sem repetir o figurino e até confundindo o torcedor. Você  sabe quando seu time jogou com o uniforme tradicional pela última vez? Eu particularmente não  sei quando que meu time foi a campo com o seu tradicional uniforme número 2 listrado.

Não  acho que a questão do uniforme precise figurar no regulamento como acontece por exemplo no futebol italiano, onde o mandante da  partida joga com o uniforme principal e o visitante é obrigado a jogar com outro. Acredito que isso seria algo para não estar escrito em regras, deveria ser apenas uma questão de bom senso. Quem viu a partida  no Engenhão no último domingo sabe que tanto Vasco quanto o Botafogo poderiam estar em  cmapo com seus uniformes tradicionais, o que daria uma beleza a mais para o clássico. Bom, fica a dica para as próximas partidas. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desviando o foco

É estranho ver como as pessoas tem reagido em relação ao ocorrido na última quarta-feira, na cidade de Oruro, na Bolívia durante a estreia do Corinthians. É evidente que a morte de um torcedor, ainda mais um jovem de 14 anos e da forma como foi, é algo chocante e que jamais poderia acontecer. Entretanto, o estardalhaço que vem fazendo é algo desnecessário e desrespeitoso com a família do garoto Kelvin.

Querer punição aos responsáveis é natural e eles precisam ser responsabilizados sim, o que não precisa é de montar o circo que querem criar sobre o caso. Defender a exclusão do Corinthians é algo completamente descabido e não  tem sentido defender essa tese da forma como estão fazendo. Por isso, alguns pontos precisam ser esclarecidos.

Inicialmente é preciso lembrar que time nenhum no mundo pode ser responsabilizado pelos atos de seus torcedores, imaginemse é possível  um clube responder pelas ações de mais de 30 milhões de pessoas.  Não há sistema de vigilância que viabilize tal possibilidade. Só por isso, já é dificil aceitar que o Corinthians seja punido pela ação irresponsável de um torcedor,  que este sim, deve agora arcar com as consequências de seu ato.

Outro ponto que precisa ser lembrado, o Corinthians foi visitante e por isso não  pode responder pela  falta de estrutura que garanta a segurança dos torcedores presentes no estádio, tal responsabilidade deve recair sobre as autoridades bolivianas, a própria Commebol, que agora se acovarda e joga para outros o que deveria ser,  função dela e até o San José mandante do jogo e foi quem escolheu o palco da  partida.

Ainda é preciso reslatar que o próprio regulamento criado pela Commebol, não preve punição com exclusão, com  teve gente aqui no Brasil defendendo aos prantos  na televisão, pois o mesmo só vê essa  possibilidade em caso de manipulação de resultados e ou aabandono de campo de partida, como o tigre da  Argentina fez na Sul Americana no ano passado, mas a Commebol se finge de morta permite que o vice-campeão daquele torneio jogue a Libertadores desse ano. Cadê a coerência?

Quanto a imprensa braileira que fez tanto alarde com relação ao caso, com seus "profissionais", se mostrando abalados e até chorando na  televisão, é lamentável que os mesmos tenham aberto mão do profissionalismo, provavelmente em nome do senssacionalismo e da audiência. Falta-lhes coerência  também. Pedem agora uma punição severa ao Corinthians, que como exposto aqui não pode ser punido dessa forma e até choram  ao  brincarem de "atores", para ver se convencem o público, mas em outros casos  tão marcantes quanto, ou até mais chocante não me lembro de ver choro de ninguém. 

Fazem isso por que querem atingir um time, que está em alta,  basta ver o passado recente do Corinthians  para entender por que o Corinthians é hoje um time da moda. Por isso o Corinthians incomoda   tanta gente, como aliás sempre incomodou e continuará incomodando, mas não venham com firulas para tentar diminuir o alvinegro de  Parque São Jorge por que não conseguirão.  

domingo, 13 de janeiro de 2013

City vence em Londres e encosta no United

Destaque  da  partida Milner comemora com companheiros a vitória  histórica  do City

O Manchester City fez sua parte na luta pelo bicampeonato da Premier League, ao vencer o Arsenal  neste  domigo, por 2 a 0 em pleno Emirates Stadium. Com o resultado, os Citizens, chegam a 48 pontos, ficando  a sete do líder e grande rival United, que venceu o clássico contra o Liverpool por 2 a 1, além de manter o time azul na briga pelo campeonato, o resultado acaba com o tabu de 27 partidas de jejum contra os Gunners.

O lance decisivo para  a vitória do City, aconteceu com nove minutos de partida, quando zagueiro Koscielny,  foi expulso por ter  feito penalti em Dzeko e deixou os donos da casa com um a menos. O penalti acabou não sendo convertido pelo time de Manchester, mas com a vantagem  numérica em campo, eles rapidamente garantiram a vantagem no placar  e aos 20 minutos, Milner recebeu passe de Tevez e bateu cruzado, vencendo o goleiro Szczesny.

 O gol, fez com que o Manchester continuasse buscando a vitória e sufocando o Arsenal, que ficou sem conseguir encaixar contra-ataques. Aos 30 minutos, Zabaleta impediu mais um contra-ataque londrino e lançou Milner, que cruzou rasteiro, o goleiro  do Arsenal  ainda conseguiu defender o chute de Tevez, porém não pode evitar o gol de Dzeko, que aproveitou o rebote para ampliar para os Citizens. E os times  foram  para o intervalo com o placar marcando 2 a 0 para os visitantes.

Na segunda etapa, o Arsenal continuou mostrando valentia, criando boas jogadas, mas nada que incomodasse o City, que passou a chamar o Arsenal para seu campo e conta-atacar. Aos 25 minutos Tevez  quase ampliou o placar, após receber  passe de Dzeko, porém o atacante foi superado pelo goleiro londrino.  Na  sequência o  Arsenal conseguiu um  bom ataque,  mas pecou na finalização.

Aos 29 minutos da segunda etapa o zagueiro Kompany do City cometeu falta em Wilshere e foi expulso, entretanto, nem a igualdade de jogadores em campo foi  suficiente para mudar o cenário no placar. Aos 44 minutos, o  Arsenal  teve sua última grande chance com Walcott, que venceu  o goleiro Hart, mas o zagueiro Lescott afastou o perigo e determinou a vitória  histórica dos Citizens. 

Com  a derrota, o Arsenal permanece com 34 pontos, em sexto lugar se afastando ainda mais da zona de  classificação para a Champions League e ficando fora também da  zona de classificação para a Liga Europa.




domingo, 6 de janeiro de 2013

Uma mudança necessária

Essa  semana começou a maior e mais tradicional competição das categorias de base do futebol  brasileiro. A Copa São Paulo de Futebol Júnior, chega a sua 44ª edição com a participação de 100 clubes. A cada ano o número de clubes participantes aumenta e a qualidade, não acompanha a Copa, porém o foco desse texto, não é nem a qualidade  da competição, mas a sua  duração. Este ano, a  disputa  acontece entre os dias 4 e 25 de janeiro, fazendo com que o enorme número de jogos aconteçam em apenas 21 dias, tornando-se assim  um complicador para o torneio.

É preciso rever essa questão e garantir uma competição mais extensa, o que melhoraria o interesse e a  qualidade da mesma. Porém, como é fundamental a manutenção da data da final,  uma  vez que a  Copinha  surgiu como uma das comemorações pelo aniversário da cidade, o ideal seria que o torneio começace antes, para  ser mais claro, no ano anterior. Para isso, seria preciso uma mudança radical no calendário da categoria. 

Assim, o Campeonato Brasileiro começaria no início do segundo semestre, garantindo um periodo de descanso entre os estaduais e o nacional  e a Copa  São Paulo teria seu início em novembro, incluindo ai praticamente mais dois meses para o desenrolar da competição, que não ficarai tão corrida e desgastatante  para as jovens promessas do nosso futebol.

Essa alteração inclusive fortaleceria a competição, recuprando seu prestígio e provocando um maior investiemento nas categorias de base, fazendo com que o número de jovens talentos revelados pela  competição seja cada vez maior, recuperando assim a verdadeira função da Copa São Paulo de Futebol Junior.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Casillas o melhor; Cássio a surpresa

 
Casillas é eleito mais uma vez o melhor do mundo

A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, anunciou a lista com os melhores goleiros de 2012 e como já era esperado, Ilker Casillas, do Real Madrid e da seleção espanhola, foi novamente eleito o melhor arqueiro do mundo. Foi o quinto ano consecutivo que o espanhol levou o prêmio.

Pelos resultados da temporada, era esperado que o espanhol levasse esse prêmio, afinal, mesmo fracassando na Champions League, com o Real quando foi parado na semi-final da competição, ao perder para o Bayern de Munique, o goleiro foi campeão espanholcom o seu time e europeu com a seleção de seu país, consolidando o domínio espanhol no cenário internacional.

O segundo colocado, na lista foi o italiano Buffon, da Juventus, que fez uma ótima temporada na Juventus, conquistando o Campeonato Italiano e a Copa da Itália com a equipe de Turim e foi vice campeão europeu com a Azzura.

O terceiro lugar ficou para Peter Cech, campeão da Copa da Inglaterra, da Liga Inglesa e da Champios League e vice campeão mundial com o Chelsea.

Logo atrás do campeão europeu, ficou o vice campeão, Manuel Neuer, do Bayern de Munique, que apesar da bela campanha na Champions, passou o ano em branco com sua equipe, vice campeã também do Campeoanto Alemão e da Copa da Alemanha. 

Uma das supresas da lista foi o goleiro John Hart, do Manchester City, o campeão inglês figurou em quinto lugar na lista, superando com certa folga o goleiro catalão Victor Valdés, do Barcelona, que este ano conquistou apenas a Copa da Espanha.

A grande surpresa da lista ficou por conta do único goleiro, não europeu e que também não atua no "velho mundo". Trata-se de Cássio, que chegou a Corinthians vindo do futebol holandês, como um desconhecido, para ser o terceiro goleiro e com o desenrolar da temporada, foi conquistando seu espaço, virou titular, ganhou a Libertadores e o Mundial, onde foi eleito o melhor jogador da final e do campeonato.

Encerram a lista os goleiros, Hugo Lloris (Lyon/Tottenham) e Samir Handanović (Udinese/Inter de Milão).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Contradição européia

O craque Michel Platini, que fez sucesso, jogando por alguns dos maiores clubes do futebol europeu, vem tendo um comportamento amplamente diferente, agora como cartola atuando a frente da União das Federações Européias de Futebol (UEFA). A última ideia da entidade, é proibir que atletas tenham seus direitos econômicos ligados a clubes e a empresários. Tal prática vem sendo bastante utilizada no futebol brasileiro nos últimos anos e não tem apresentado problemas.

Na Europa, essa ideia vem sendo combatida desde a transferência de Carlito Tevez do Corinthians para o pequeno West Han da Inglaterra. Segundo a Liga inglesa, tal prática pode ser feita para ações ilícitas, como lavagem de dinheiro e por isso deve ser combatida. Observando por este prisma, essa é uma atitude louvável, entretanto, expõe uma grande contradição do futebol europeu. caso a ideia seja aprovada e colocada em prática, os empresários não terão mais atletas, mas continuarão tendo times de futebol, afinal nos últimos anos, muitos clubes do velho continente passaram a ter donos milionários, sendo que muitos deles não tem como explicar suas fortunas.

Não é necessário um grande esforço mental para elabora uma vasta lista de clubes europeus com proprietários únicos e ou em sociedades. Milan, Manchester City, Málaga, Arsenal, Chelsea, West Han, Monaco, Metalist, Queens Parks Rangers, Juventus, Shaktar Donetsk, Internazionale de Milão, Zenit, entre muitos outros  tem seus donos que utilizam suas empresas para investir no futebol e aproveitam o lucro do futebol para aplicar em seus negócios. 

Desta forma, a decisão de proibir empresas de ter participação nos direitos econômicos dos atletas, mas permitir que empresários tenham clubes, ao olhar deste observador, parece inócua, pois a "lavagem de dinheiro"que poderia ser combatida com essa medida, poderá acontecer através dos clubes. Entretanto, falta a UEFA, tanto interesse quanto força para impedir que as aquisições de pequenos clubes sejam feitas por grandes empresários. Principalmente agora que um deles depois de nove anos investindo de forma pesada no futebol, alcançou o topo do continente com a conquista da Champions League e posteriormente com a conquista da Super Copa Europeia, contra o poderoso Barcelona, será difícil combater essa onda de clubes com proprietários.

Assim sendo, a ideia do possível sucessor de Blatter no comando da FIFA, parece ser um jogo de cena, que pouco ou nenhum benefício trará para o esporte bretão. 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Blá, blá, blá, sem nexo

Depois de sete meses sem patrocinador principal, finalmente o Corinthians anunciou a parceria que resultou mais uma vez no maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro. A partir do próximo sábado, o Corinthians entra em campo, estampando na camisa a logo da Caixa Econômica Federal. É claro que este acontecimento não teria como passar em branco, por parte dos rivais, que já começaram com o chororô.

E motivados pro este choro sem sentido, alguns cartolas rivais acabam "misturando estações" e falando coisas sem lógica alguma. O primeiro rival a criticar a parceria do Corinthians com o banco estatal, foi o São Paulo, que passou a querer acusar uma possível "estatização" do time do Parque São Jorge. Para os dirigentes tricolores, isso acontece por conta do patrocínio com a Caixa, somado ao financiamento do estádio por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Nacional) e os benefícios dados ao time pela prefeitura, por conta da construção do estádio lá em Itaquera.

O falatório tricolor acontece por que na realidade o time do Morumbi tentou um acordo de patrocínio com o mesmo banco, mas o acordo não saiu e agora com o êxito rival, os diretores são paulinos ficaram no "ora vejam". Tal comportamento são paulino mostra que muitas coisas precisam ser esclarecidas com relação ao Timão e a sua nova patrocinadora.

Primeiro, que não há nenhuma intervenção política estatal nas ações alvinegras, o BNDES está financiando o estádio do Corinthians, com um empréstimo que será pago posteriormente pelo time paulistano, algo muito comum no meio empresarial brasileiro, sem que haja interferência governamental no caso, o mesmo serve para os benefícios cedidos pela prefeitura em relação a obra, tais vantagens será dada a qualquer empresário que investir na região, está na lei, portanto o argumento de jogada política e ou estatização do "Time do Povo", cai por terra.

Quanto a declaração de que o governo está priorizando alguma entidade esportiva em detrimento de outras, me desculpe, mas isso é uma grande falácia. Não há prioridade estatal por causa de um contrato de patrocínio com um clube. Outras estatais já patrocinaram grandes clubes brasileiros antes e isso nunca foi tratado desta forma. O Botafogo, já foi patrocinado pela Supergasbras, o Flamengo pela Petrobras, o Vasco pela Eletrobras, que também já patrocinou o Avaí, hoje também patrocinado pela Caixa, que ainda patrocina o Atlético-PR, então, assim sendo não cabe um argumento tão fraco como esse, ainda mais para justificar o azar e ou incompetência de alguns cartolas.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O jogo que não deveria acontecer

A Confederação Sul Americana de Futebol decidiu de maneira errônea, a situação do chamado Super Clássico  das Américas, que nada  mais é que a reedição da antiga Copa Rocca. Não acredito que essa  seria melhor solução para o problema que se arrasta desde o dia 3 de outubro, quando deveríamos ter a segunda partida do confronto. Infelizmente o jogo não aconteceu por que faltou luz no estádio Centenário, de Resistência inaugurado a pouco mais de um ano.

Sou contrário a realização da partida por um motivo muito simples. A partida não aconteceu, por problemas técnicos referentes ao local do jogo. Por isso a Associação de Futebol da Argentina, deveria  ser punida com a  parda da mesma, o que faria com que a seleção brasileira  ficasse novamente com o troféu do Super Clássico.

É evidente que o time, ou no caso seleção, responsável pela  partida deve ser responsabilizado por qualquer problema referente ao local do jogo e por isso acho que a derrota por W.O. seria a solução para essa  questão. Infelizmente pensando apenas em encher os cofres, remarcou a partida para o dia 21 de novembro, prejudicando novamente os clubes q cederão seus atletas e que estarão ainda mais preocupados com a  reta  final dos campeonatos.

Imaginem o prejuízo que o Internacional pode ter ao jogar desfalcados de nomes importantes como Dátolo ou D´Alessandro fundamentais nos planos do colorado de voltar à Libertadores, isso sem dizer no Barcos, primordial  na tentativa ainda q desesperada do Palmeiras de se salvar de um novo rebaixamento,   cada dia mais próximo.

Por isso tudo acredito que  não deveria acontecer o confronto em nova data. Esse prejuízo serviria, ou deveria servir, para mostrar a Associação de Futebol da Argentina, que não se pode negligenciar esse clássico da  forma como eles fizeram. Ao que parece, eles   agora começam a aprender essa lição afinal  o  palco  do confronto será La Bombonera, tradicional estádio  portenho, uma casa realmente digna para o embate, que  ainda  assim não deveria acontecer.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma mudança necessária

A divulgação recente do Ranking da FIFA, que jogou o Brasil para a sua pior colocação na história da lista (14ª colocação), foi a deixa para que escrevesse este texto. A mudança em relação a colocação brasileria, se deu entre outros motivos pelo fato de no mesmo éríodo em que o Brasil enfrentou de maneira invicta adversários como África do Sul, China e Argentina, a Colômbia venceu o Chile e o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa. Por isso, nossos vizinhos ficaram a nossa frente.

É evidente que fora a Argentina, nossos adversários foram mais fracos que os oponentes da seleção colombiana e por isso, essas vitórias tiveram maior valor. Como o Brasil não disputa as Eliminatórias, temos mesmo que nos contentar com adversários menores, o que acaba nos atrapalhando nesse ranking. Não defendo que seja necessária uma mudança nos critérios dele, vou além, acho que a mudança deve acontecer em outra esfera.

Faz anos que sou crítico ferrenho das Eliminatórias, não vejo sentido em sua realização. Defendo a extinção da mesma. Quem ler esse texto até aqui, provavelmente perguntará: Então como será a classificação para as Copas? Eu respondo: O país sede, permanecerá automaticamente classificado, o atual campeão, voltaria a classificar-se automaticamente, afinal o direito de defesa do título é algo básico e deveria ser preservado. Já os demais participantes, seriam classificados através dos torneios continentais, mantendo-se o mesmo número de vagas para cada confederação.

Com isso, tornaríamos mais justa a confecção do Ranking FIFA e também resolveríamos outro problema sério do futebol contemporâneo. O calendário é muito desgastante e já faz tempo que o futebol interclubes vem ganhando cada vez mais força no mundo, o que é algo natural, uma vez que o profissional da bola é funcionário do clube e não da seleção. Desta forma, a seleção não deveria ser prioridade para ele, mas não é isso que acontece atualmente.

Sem a realização das eliminatórias, os atletas poderiam estar mais preservados e focados no que realmente lhes interessa, que são os times e isso melhoraria a qualidade do futebol como um todo, por isso acho que a não realização das eliminatórias seria uma mudança necessária no futebol mundial, assim como outros torneios tanto de seleções como de clubes também. Precisamos de um calendário mais enxuto e principalmente unificado no âmbito mundial, o que não acontece e que assim como a não realização dessas competições traria um grande salto de qualidade ao futebol.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Devolvam a graça do futebol

Tempos atrás, no dia seguinte ao dérby paulistano, escrevi aqui que nosso futebol está perdendo a graça e pelo visto o tempo continua me dando razão. Naquela vez, escrevi críticas ao árbitro da partida que puniu o atacante Romarinho do Corinthians com o cartão amarelo. O motivo da punição, foi o fato de o garoto ter comemorado seu gol, junto a torcida palmeirense.

Agora volto a me deparar com "medidas preventivas" que jogam para escanteio a graça do esporte bretão. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), já informou que punirá clubes, cujo suas torcidas ofendam jogadores e ou times adversários. A corte deu como exemplo o jogo entre Atlético-MG e Flamengo hoje a noite. Lembrou de casos onde torcedores ofenderam Ronaldinho Gaúcho e ou seus familiares e ressaltou que esse comportamento é motivo para se punir o clube.

Na minha visão, isso é ridículo. querem enterrar cada vez mais a graça do nosso futebol. Provocações entre jogadores e principalmente entre atletas é algo que faz parte do futebol e assim deve continuar. Sou do tempo em que jogadores comemoravam gols com provocações a torcedores e jogadores adversários. Impossível esquecer, jogadores como Viola, que já comemorou gol no dérby seja imitando porco ou gavião, Romário com sua extensa galeria de declarações polêmicas. Sou da época em que se ouviam nos estádios gritos como "Urubu otário, quem tem o Túlio não precisa do Romário!", ou então "Dança, dança, dança, dança da bundinha, no Maracanã gavião virou galinha", "Renato Viado" (alusão da torcida rubro-negra ao Renato Gaúcho, principalmente no período em que este este no Fluminense). 

É essa graça que os amantes do futebol, não podem perder jamais. Ofensas nas arquibancadas e gracinhas no gramado fazem parte do DNA boleiro e assim deve continuar, sem a interferência de senhores engravatados que pouco frequentam o universo boleiro.

É evidente que o clima de rivalidade e provocações que tanto marcam o futebol, devem ser preservados, assim como as festas das torcidas organizadas, porém as mesmas não devem servir de desculpa para a barbárie que acontece com alguma frequência. É essa violência que estes senhores devem combater e não a festa de jogadores e ou atletas. Infelizmente estes senhores esquecem ou fingem não perceber que atuar da forma como vem fazendo, serve apenas como cortina de fumaça para esconder o que realmente deve ser combatido.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cortina de fumaça




Romarinho comemora o gol no clássico e cria polêmica com palmeirenses

O dérbi paulistano de ontem, foi marcado por um fato que não deveria ter chamado a atenção. Sou de um tempo onde os jogadores passavam os dias que antecediam os clássicos desafiando seus adversários e prometendo show em campo. Quantas vezes vi e ouvi provocações de atacantes aos times adversários e que sempre foram encarados como graça e até como incentivo para os confrontos. Infelizmente, de uns anos para cá, essa realidade vem mudando e deixando o futebol mais chato. Os defensores dessas práticas alegam que esse futebol, mas pálido é sinal de respeito ao adversário, eu discordo completamente.

Não vi falta de respeito do Romarinho ao Palmeiras e a sua torcida, quando da comemoração de seu gol no clássico (o terceiro contra o rival nesse Brasileiro). Já vi comemorações mais escancaradas que sempre considerei brincadeiras saudáveis. Agora querem utilizar o fato para esconder a realidade do Palmeiras, que luta para não cair novamente para a Série B, porém ao que parece só um milagre salvará o alviverde da degola.

Jogadores, ídolos, ex jogadores e dirigentes do time da Barra Funda, preferem ficar discutindo sobre a comemoração do garoto corinthiano, ao invés de buscar melhorias para a equipe e mudar essa realidade. O gol e a felicidade do Romarinho, se tornaram cortina de fumaça para que os cartolas verde e branco não precisem explicar suas lambanças para a torcida palmeirense. É hora da torcida mostrar apoio e os jogadores mostrarem que aquele time que venceu a Copa do Brasil e tirou o Palmeiras de uma longa fila, são capazes de manter o maior campeão nacional da história na elite do futebol.

Como corinthiano, ao contrário do que muitos pensam, não gosto da ideia de ver o grande rival na segundona. É muito chato ver o Brasileirão sem o dérbi, como aconteceu em 2002 e em 2008. Por isso, mesmo não acreditando que a salvação palmeirense venha, torço para que a degola não aconteça. É hora da torcida palmeirense mostrar força e união para ajudar o time a reencontrar o caminho das vitórias. E que torcedores, dirigentes e profissionais do futebol, voltarem a encarar as provocações como parte do espetáculo.

sábado, 1 de setembro de 2012

Parabéns Sport Clube Corinthians Paulista por seus 102 anos!

Bom dia pra você, torcedor ligado no Conexão no futebol. Hoje iremos, falar de Corinthians.

Era uma vez, um clube multiesportivo chamado Sport Clube Corinthians Paulista, é um clube localizado em São Paulo, Brasil. O time fundado primeiramente foi em 1º de setembro de 1910, por um operários de baixa renda no Bom Retiro. O seu nome foi inspirado em Corinthian FC de Londres, que excursionava pelo Brasil, sendo chamado pela imprensa brasileira da época de "Corinthian's team. Foi o primeiro clube de futebol paulista a dar oportunidades para jogadores com menos condições financeiras e o segundo no país a aceitar atletas negros.

O clube conta com vários esportes em seu enorme clube, mas é conhecido mundialmente pelo futebol.  Com as conquistas de 26 Campeonatos Paulistas e 5 Campeonatos Brasileiros; 3 Copa do Brasil, 5 Torneios Rio-São Paulo, uma Copa Santander Libertadores da América e um Mundial de Clubes da FIFA (como o Mundial foi no Brasil, se classificou como Campeão Brasileiro).


O Corinthians costuma atuar como mandante no Estádio Municipal do Pacaembu. Seus rivais históricos são o Palmeiras, com quem disputa o Derby Paulista, o São Paulo, com quem disputa o Majestoso e o Santos, com quem disputa o Clássico Alvinegro. Sua torcida é conhecida como "Fiel"[12] e seus torcedores são estimados em mais de 30 milhões espalhados por todo Mundo, sendo a segunda maior torcida do Brasil.[13][14][15]
É considerado pela sua torcida como um dos importantes times do mundo do futebol[16][17][18]. Um estudo realizado em 2012 aponta o clube do Parque São Jorge como um dos mais valiosos do futebol brasileiro, sendo o primeiro clube nacional a ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão[19][20]. Este estudo da BDO teve repercussão internacional, através da revista norte-americana Forbes[21].
Em que pese o futebol ter sido desde sempre a prioridade do clube, o Corinthians abriu espaço para outras modalidades esportivas ao longo da sua história.[22] A implantação do remo, em 1933, modificou o escudo da agremiação, com o acréscimo do par de remos e a âncora como aparecem até os dias de hoje.[23] Mas o principal destaque veio do basquete, onde o clube desfrutou de relativo sucesso, especialmente durante as décadas de 1950 e 1960, com a conquista de títulos paulistasbrasileiros e até sul-americanos, além de um vice-campeonato mundial em 1966.[24] O futsal é outro esporte que rendeu conquistas ao clube, a partir da década de 1970, entre torneios estaduais enacionais.

História


Fundação (1910-1912)

Em 1° de setembro de 1910, um grupo de cinco operários (Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira, Rafael Perrone, Anselmo Correa e Carlos Silva), do bairro paulistano do Bom Retiro, sob a luz de um lampião, às oito e meia da noite, decidiram criar um novo time de futebol. além de mais oito pessoas que contribuíram com 20 mil réis e também foram considerados sócio-fundadores.[25] A idéia surgiu depois de assistirem à atuação do Corinthian FC,[26][27] equipeinglesa de futebol, fundada em 1882, que excursionava pelo Brasil, os ingleses eram chamados pela imprensa de "Corinthian's Team". Mas o time brasileiro só seria batizado "Sport Club Corinthians Paulista" depois de muita discussão e algumas reuniões na casa de outro integrante do grupo de amigos, O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Battaglia, que já no primeiro momento afirmou: "o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time". Da primeira coleta à compra da primeira bola de futebol do clube pouco tempo passou. Na verdade, apenas uma semana. Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado e virou campo e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma platéia entusiasmada que garantiu: "este veio para ficar". De partida em partida o time foi se tornando famoso, mas era ainda um time de várzea.[28]

Liga Paulista de Foot-Ball (LPF) (1913-1940)

Equipe do Corinthians em 1914, ano em que o clube conquistou seu primeiro título do Campeonato Paulista.
Em 1913, uma dissidência entre três clubes que disputavam o Campeonato Paulista abriu a oportunidade para clubes de origem popular, conhecidos à época como "varzeanos", disputassem a competição organizada pela LPF. Após vencer o Minas Gerais, representante do bairro do Brás, e o FC São Paulo, do bairro do Bixiga, o Corinthians ganhou o direito de disputar pela primeira vez o campeonato da LPF.
Sua estréia no Campeonato Paulista foi contra o Germânia, no dia 20 de abril de 1913, em duelo que terminou com vitória adversária, pelo placar de 3 a 1. Nos quatro jogos seguintes, foram três derrotas (para Internacional, Americano e Santos) e um empate (Ypiranga). A primeira vitória corintiana viria no dia 7 de setembro, um 2 a 0 contra o Germânia. Nas três partidas seguintes, mais três empates (com Internacional, Ypiranga e Americano). No final do Paulista de 1913, o Corinthians terminou na quarta colocação, com seis pontos ganhos (uma vitória, quatro empates e três derrotas, oito gols a favor e 16 contra).[29][nota 1] De positivo, o time revelaria dois futuros ídolos: Neco e Amílcar.
Amílcar tornou-se o primeiro jogador do Corinthians a ser convocado para a Seleção Brasileira, em1916
Neco (com a camisa daSeleção Brasileira em foto de1920) é tido como o primeiro grande ídolo corinthiano e foi o primeiro jogador do Corinthians a ser homenageado com um bustono Parque São Jorge
temporada seguinte seria marcante para a história corintiana. Com apenas quatro anos de existência, o time conquistou seu primeiro título paulista, pelo Campeonato Paulista de 1914, organizado pela (LPF). O Corinthians sagrou-se campeão de forma invicta, com 10 vitórias em 10 partidas, 37 gols marcados e 9 gols tomados.[30][nota 2] Com 12 gols, Neco foi o artilheiro da competição.[31][32] A equipe que conquistou o primeiro título da história corintiana era formada por: Sebastião, Fúlvio, Casimiro II, Police, Bianco, César, Américo, Peres, Amílcar, Aparício, Neco, entre outros. Ainda naquele ano, o Corinthians realizou sua primeira partida contra uma equipe estrangeira, o Torino. Os italianos venceram por 3 a 0.[33]
Nas décadas de 1920 e 1930, o Corinthians firmou-se como uma das equipes mais importantes de São Paulo, rivalizando com o Clube Atlético Paulistano e a Societá Sportiva Palestra Itália (futuro SE Palmeiras). No período, o clube arrematou nove títulos paulistas - sendo três tricampeonatos, feito jamais alcançado por outro clube paulista. Além de Neco, que jogou no clube até 1930Rato,[34] Del Debbio[35] Tuffy,[36] Grané,[37] Teleco,[38][39] Brandão,[40] e Servílio de Jesus[41] despontaram como grandes ídolos do clube no período.

Tempos de jejum (1941-1950)

Em 1941, o Corinthians novamente conquistou o Campeonato Paulista. O título só não foi de maneira invicta por conta de uma derrota, na última rodada, contra o Palestra Itália. O time era ótimo, e a linha média Jango, Brandão e Dino, impecável. A festa do título corintiano foi realizada no recém-inaugurado estádio do Pacaembu.
Contudo, nos nove anos seguintes, o Corinthians viveu um jejum de títulos paulistas. Sem conquistas estaduais, o clube do Parque São Jorge consolou-se em levar por quatro vezes a Taça São Paulo (em 194219431947 e 1948) - torneio que reunia os três primeiros colocados do ano anterior. Sem ter a disposição seu poderio técnico dos últimos cinco anos, o Corinthians foi vice-campeão paulista cinco vezes, sendo três delas seguidas, entre 1942 e 1950, numa época de ascensão do São Paulo, liderado pelo atacante Leônidas da Silva, como nova força no futebol paulista.
Mesmo com a contratação de nomes de peso no futebol nacional, como a do zagueiro Domingos da Guia, aos 32 anos, em 1944, ou dos atacantes Milani e Hércules em anos seguintes, o Corinthians amargaria quase uma década sem conquistas importantes. A situação só começaria a mudar a partir de 1949, quando uma nova geração de pratas-da-casa foi conduzida pelo técnico Rato (o mesmo Rato campeão como jogador na década de 1920) ao time principal. Os frutos seriam colhidos na primeira metade da década seguinte.

Era de Ouro (1951-1960)

Gilmar, considerado o maior goleiro da história do Corinthians, defendeu o clube durante 10 anos, de 1951 a 1961(à direita na foto, com Pelé, após a vitoriosa final da Copa do Mundo de 1958)
Após um período sem grandes êxitos futebolísticos, o clube renovou sua equipe para a década de 1950. Jovens formados nas "categorias de base" do Corinthians, como Luizinho,[42][43] CabeçãoRoberto Belangero e Idário[44], juntaram-se a jogadores comoBaltazar,[45][46]Cláudio[47][48] e Gilmar,[49][50] que formaram um dos melhores times da história corintiana.[51] Essa equipe foi campeão do Campeonato Paulista (1951 e 1952), do Torneio Rio-São Paulo (1950, 1952 e 1953) e da Pequena Taça do Mundo de 1953, primeiro título internacional do clube.[52]
Em 1954, o Campeonato Paulista daquela temporada despertou grande interesse em todos os clubes e torcedores, porque comemorava o "IV Centenário da Fundação" da cidade de São Paulo. Para época, era considerado o título paulista mais importante da história.[51] Um empate contra o Palmeiras garantiu a conquita de um dos títulos mais importantes da história alvinegra, que coroou a geração vitoriosa dos anos cinquenta.[53] A década de 1950 marcou ainda internacionalmente o clube. Entre 1951 e 1959, o Corinthians disputou 64 partidas contra equipes estrangeiras, com 47 vitórias, dez empates e apenas sete derrotas. Ficou invicto por 32 jogos, de 1952 e 1954.[54]
No final da década de 1950, assumiu a presidência do clube por voto direto dos associados Vicente Matheus, que comandou o Corinthians durante oito mandatos.[55]

Um incômodo jejum e os anos Rivellino (1961-1975)

Embora nunca tenha conquistado um grande título pelo Corinthians (com exceção do Torneio Rio-São Paulo de 1966), Rivellino (à esquerda na foto) é, ainda assim, considerado por muitos como o maior jogador da história do clube
No Campeonato Paulista de 1961, o time fez uma campanha tão pífia que foi apelidado por torcedores rivais de "Faz-Me-Rir".[56] O clube apostou na contratação de craques que chegavam ao Parque São Jorge como "salvadores da pátria", mas que acabaram não vingando no time - como Almir Pernambuqinho em 1960[57] e Mané Garrincha em 1966.[58] Mas aquela década também marcava o surgimento de Roberto Rivellino, "O Reizinho do parque",[59][60] considerado o maior jogador da história corintiana, embora nunca tenha vencido um grande título para time[61] (com exceção do Torneio Rio-São Paulo de 1966).
Em 1966, na tentativa de acabar com o "jejum" de títulos no Campeonato Paulista, a diretoria corintiana contratou o zagueiro Ditão e o volante Nair, que vieram da Associação Portuguesa de Desportos, além do atacante Garrincha, que chegou ao Parque São Jorge com 32 anos de idade. Na época, a verba destinada ao departamento de futebol foi recorde e o jornal "A Gazeta Esportiva" passou a tratar o time como o "Timão do Corinthians", e assim nasceu o apelido que acompanha o clube até hoje.[58] Ainda no final da década, o Corinthians venceria o Santos], após quase 11 anos sem vitórias sobre a equipe de Pelé em edições do Campeonato Paulista.[62] Paulo Borges e Flavio fizeram os gols desssa vitória corintiana.[63]
Em 1970, depois de uma conturbada negociação com a Portuguesa, o Corinthians contratou o lateral Zé Maria.[64][65] O jogador havia sido campeão mundial com o Seleção Brasileira de Futebol naCopa do Mundo de 1970, no México, na reserva de Carlos Alberto Torres. Para sair da fila, a diretoria corintiana trouxe nos anos seguintes nomes como Vaguinho (em 1971)[66] e Geraldão,[67] além de promover jogadores da base como Wladimir.[68][69] Além da interminável fila de grandes conquistas, o Corinthians também não conseguia chegar, com frequência, às finais de grandes torneios. Ficou de 1957 a 1974 sem decidir o Campeonato Paulista. Em 1974, havia grande esperança de se quebrar o jejum na final estadual contra o Palmeiras. Mas o rival acabou vencendo os corintianos, que precipitou a saída de Rivellino para o Fluminense.[61]

A "Invasão corintiana" e o fim da angústia em 1977 (1976-1980)

Taça do título paulista de 1977 no Memorial do Parque São Jorge(Imagem: Alessandra A.)
Corinthians e Rivellino acabariam encontrando-se na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, contra o Fluminense, em 5 de dezembro, naquela que é uma das partidas das mais marcantes da história corintiana. Dezenas de milhares de torcedores alvinegros viajaram para o Rio de Janeiro para assistir o duelo no Estádio do Maracanã, que acabou dividido entre os corintianos e fluminenses. Aquele momento acabou conhecido como "A invasão corintiana ao Maracanã".[70] A consagração daquele dia célebre para os corintianos veio como a vitória sobre o clube carioca nos pênaltis, após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar. Na decisão do Brasileiro, o Internacional derrotou o Corinthians em Porto Alegre.
No começo de 1977, o presidente corintiano Vicente Matheus trouxe Palhinha, do Cruzeiro, por uma quantia recorde para a época: 7 milhões de cruzeiros.[71] O jogador tornaria-se um dos ídolos da "Fiel" naquele período.[72] Menos de um ano depois de "invadir" o Maracanã, o Corinthians viveria uma de suas noites mais inesquecíveis em 13 de outubro, com a conquista do Campeonato Paulista, que se tornou um dos títulos mais importantes da história corintiana, pois representava o fim de quase 23 anos sem ganhar competições oficiais. Na última de três partidas, contra a Associação Atlética Ponte Preta, o título veio com o gol de Basílio, no segundo tempo.[71][73]
Para 1978, a diretoria do clube contratou Sócrates, que pertencia ao Botafogo de Ribeirão Preto, que acabaria por ser considerado um dos maiores craques da história do time.[74][75] Outro que chegava naquele ano ao clube e seria ídolo no Timão era Biro-Biro.[76][77] Em 1979, o Corinthians voltaria a vencer o Campeonato Paulista contra a mesma Ponte Preta.[78]

A Democracia Corintiana

O ídolo Sócrates, idealizador da democracia corintiana.
No início de 1981, o presidente Vicente Matheus foi buscar pessoalmente na Arábia Saudita o meio-campo Zenon, que havia se destacado no Guarani Futebol Clube em temporadas anteriores e assumiria a camisa 10 do Corinthians, no lugar de Palhinha.[79] Mas após não conseguir um bom desempenho no Campeonato Paulista daquele ano - que era classificatório para o Campeonato Brasileiro do ano seguinte -, o clube teve de jogar a Taça de Prata, espécie de "segunda divisão" do Campeonato Brasileiro, em 1982[80]
Os resultados ruins em campo levaram a mudanças na diretoria, com a saída de Vicente Matheus, e os jogadores passaram a ter papel ativo nas decisões do clube. Tudo era resolvido pelo voto, das contratações ao local de concentração.[74] O período ficou marcado como a "Democracia corintiana".[81] As mudanças surtiram efeito. Em 1982, quando liderados pelos ídolos Sócrates, Wladimir, Casagrande,[82] Biro-Biro e Zenon, o clube conquistou o Campeonato Paulista em cima do São Paulo, que tentava o tricampeonato na competição.[74] No ano seguinte, o Corinthians repetiria a final contra o rival e uma vez mais conquistaria o torneio.[83] Ainda naquele ano, o Corinthians havia aplicado a maior goleada da história do Campeonato Brasileiro, um acachapante 10 a 1 sobre o Tiradentes, do Piauí - com 4 gols de Sócrates.
No ano seguinte, a equipe corintiana não conseguiu o seu quarto tricampeonato paulista, tendo perdido o título para o Santos. Já pelo Campeonato Brasileiro, o time do Parque São Jorge fez sua melhor campanha desde o vice-campeonato da edição de 1976e chegou à semifinal. O plantel alvinegro foi eliminado pelo Fluminense, mas a campanha é também lembrada pela goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo de Zico e companhia. Em 1985, já sem Socrátes em seu plantel[84] e com o fim da Democracia Corintiana, a nova diretoria corintiana apostou na consolidação de uma grande equipe, com as contratações de De León, que deixou o Grêmio como o jogador mais caro do futebol brasileiro até então, Serginho Chulapa e Dunga, que se somavam a reforços do ano anterior, como CarlosÉdson e Juninho, contratados da Ponte Preta, quanto aos bem-estabelecidos Wladimir, Biro-Biro, Zenon e Casagrande.[85] O grande time, porém, só ficou no "papel": no Campeonato Brasileiro, o Timão foi eliminado antes das semifinais, e no Campeonato Paulista, a equipe ficou apenas em quinto lugar.[85]

Aposta na base e primeiro título brasileiro (1986-1992)

Nos anos seguintes, o clube renovou-se com um elenco com jogadores como o volante Wilson Mano,[86] e o zagueiro Marcelo,[87] além de apostar em jogadores formados nas categorias de base corintiana, como o goleiro Ronaldo,[88] o volante Márcio Bittencourt e o atacante Viola, o Corinthians voltaria a conquistar do Campeonato Paulista.[89]
Em 1990, o Corinthians conquistaria um dos títulos mais importantes de sua história. Com uma equipe dirigida pelo técnico Nelsinho e liderada em campo por Neto - que se consagraria como grande ídolo corintiano - o clube faturou seu primeiro Campeonato Brasileiro, vencendo na decisão o São Paulo.[90][91][90][90]
No final de 1991Vicente Mateus deixava a presidência corintiana. Sua esposa, Marlene Matheus, assumiu o clube e ficaria no cargo até 1993.

Era Dualib, o período das parcerias (1993-2006)

Carlos Tévez, principal contratação da parceria com a MSI, ao lado do ex-Presidente Lula.
Em 1993, em nova eleição o presidente eleito seria Alberto Dualib, e o clube conquistaria nos anos seguintes o Campeonato Paulista de 1995 e o seu primeiro título na Copa do Brasil e de forma invicta.[92] O meia-atacante Marcelinho Cariocafoi um dos grandes destaques dessas conquistas e despontaria a partir dali como grande ídolo do clube.
A Era Dualib foi marcada por parcerias com grupos privados: Banco Excel (1997), Hicks, Muse, Tate & Furst Incorporated (de 1999 a 2001) e MSI (de 2005 a 2007), que levaram muitos recursos financeiros ao clube, conquistas e polêmicas.[93][94] Entre grandes nomes que defenderam o clube, destacam-se Gamarra, Rincón, Vampeta, Edílson, Ricardinho, Kléber, Dida (era Hicks Muse), e Carlitos TevezMascherano e Nilmar (era MSI).
Já em relação a títulos, o clube conquistou mais três Campeonatos Brasileiro (19981999 e 2005), quatro Campeonatos Paulistas (199719992001 e 2003), uma Copa do Brasil (2002), além do inédito Mundial de Clubes de 2000 - o primeiro organizado pela FIFA.

Fim das parcerias, o rebaixamento e a volta por cima (2007-2011)

Em 2007, a MSI deixou o clube, juntamente com seus principais jogadores - TevezMascheranoRoger e Gustavo Nery. Pressionado, o presidente Alberto Dualib também deixou o cargo, que ocupava havia mais de uma década.[98] Ainda naquele ano seriam realizadas eleições para a escolha de um novo presidente, tendo sido eleito Andrés Sanchez, considerado um "ex-aliado" de Dualib por ter deixado o cargo que ocupava naquela administração e se tornado um opositor tanto do então presidente quanto de Joorabchian.[99] Com a saída do MSI, iniciou-se um período de instabilidade tido como "a pior crise" da história do time, que culminou no rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.[100][101]Para a temporada 2008, o clube investiu em rentáveis projetos de marketing, reformulou a equipe de futebol e contratou o técnico Mano Menezes.[102]. A equipe foi vice-campeão da Copa do Brasil[103][104] e faturou o Campeonato Brasileiro da Série B, que lhe garantiu a volta para a divisão principal do futebol do país.[105] No final daquele ano, a diretoria corintiana acertou a contratação de Ronaldo Fenômeno.
Ronaldo, principal jogador da equipe na temporada 2009 e2010.
Em 2009, o clube fez um grande primeiro semestre. Embalado por boas atuações de Ronaldo e de jogadores da base que havia disputado a Série B em 2008 - como Dentinho -, o Corinthians sagrou-se campeão paulista invicto e da Copa do Brasil. Na temporada seguinte, quando o clube comemoraria seu centário, o Corinthians reforçou-se com Roberto Carlos[106] para a disputa da Taça Libertadores. No entanto, o clube foi eliminado nas oitavas-de-final para o FlamengoMano Menezes foi convidado para dirigir a seleção brasileira e deixou o comando do time. O clube, que terminou a temporada dirigido por Tite, disputou a liderança do Brasileiro com o Fluminense, mas acabou na terceira colocação. Ainda naquele ano, foi anunciado a construção do seu novo estádio, no bairro de Itaquera.
Em 2011, a equipe foi eliminada logo na primeira fase da Copa Libertadores da América, diante da equipe colombiana Deportes Tolima. Após um vice-campeonato no Campeonato Paulista, o Corinthians conquistou o seu quinto título nacional no Campeonato Brasileiro de 2011, no mesmo dia em que Sócrates, um dos maiores ídolos da história do clube, havia falecido.[107]

A conquista da América - presente

Alessandro, capitão do Corinthians na final, ergue a taça da histórica conquista daCopa Libertadores da América de 2012
Mantendo o elenco-base pentacampeão nacional, o Corinthians iniciou a temporada disputando o Campeonato Paulista e a Libertadores. Pelo torneio estadual, o clube alvinegro fez a melhor campanha na primeira fase da competição, mas acabou eliminado na primeira partida dos mata-matas pela Ponte Preta. Já na competição sul-americana, a história foi diferente para o alvinegro do Parque São Jorge, que conquistou pela primeira vez o cobiçado torneio, batendo adversários como Cruz AzulVasco da Gama,Santos e, na final, Boca Juniors, e se sagrando campeão em grande estilo, de forma invicta.[108][109]

Cores e símbolos

A evolução do uniforme corintiano, em1910, camisa bege, shorts e meioas brancas. Em 1920, camisa branca, short preto e meias brancas, em 1950, o segundo uniforme na cor preta com finas listras brancas e calções pretos, que é o usado até os dias de hoje.

Uniforme

Oficialmente, a primeira camisa do Corinthians teria a cor bege, em homenagem ao time inglês homônimo. A camisa de 1910 tinha detalhes em preto nas mangas, barra e gola. Os calções eram brancos e feitos com sacos de farinha.[110] Entretanto, para ojornalista Celso Unzelte, pesquisador da história do time, seria muito improvável que o clube, na época pobre e humilde, tivesse recursos financeiros para comprar uniformes que não fossem brancos, e mesmo a fotografia mais antiga do time, do Campeonato Paulista de 1913, mostra os os jogadores vestindo camisas e calções brancos.[111]
Incontroverso é o fato de que, a partir de 1920, o Corinthians passou a jogar com camisa branca e calção preto, quando a diretoria conseguiu dinheiro para comprá-los. Desde então, tornaram-se o uniforme oficial.[110][112] A partir deste modelo, encontra-se registro das primeiras versões alternativas do uniforme, registradas em partidas específicas.[110] Somente em 22 de dezembro de 1946 que os atletlas do clube entrariam em campo com camisas numeradas, em um amistoso contra o Club Atlético River Plate, no Estádio do Pacaembu.[113] Em 1949, o clube usou uma camisa grená em um amistoso contra a Portuguesa de Desportos, como uma forma de prestar homenagem ao elenco do Torino Football Club da Itália, que foi vitimado em um acidente de avião contra a Basílica de Superga, em Turim.[110][114]
No final de Agosto de 2010, o Corinthians lançou no Parque São Jorge a camisa em comemoração ao centenário do clube, que foi utilizada como uniforme titular nas partidas em casa até o final do Campeonato Brasileiro daquele ano. A camisa remete ao primeiro uniforme utilizado pelo Corinthians em 1910, com a cor bege e no escudo as lestras "CP", fazendo referencia ao primeiro escudo utilizado pelo clube.[115]

Uniforme dos jogadores

  • Uniforme Titular (2012): Camisa branca, calção preto e meias brancas;
  • Uniforme Alternativo (2012): Camisa preta, calção branco e meias pretas.
  • 3º Uniforme (2012): Camisa cinza, calção cinza e meias cinzas.
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Uniformes dos goleiros

  • Camisa amarela, calções e meias amarelas.
  • Camisa cinza, calções e meias cinzas.
  • Camisa azul, calções e meias azuis.
  • Camisa preta, calções e meias pretas.
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Uniformes de treino

  • Camisa cinza, calção preto e meias brancas;
  • Camisa azul, calção e meias pretas.
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Escudo

Ao contrário da camisa, o escudo do Corinthians passou por várias alterações ao longo dos anos. Enquanto o Corinthians disputava apenas amistosos e torneios de futebol de várzea, a camisa não tinha distintivo. O primeiro foi criado às pressas para o jogo contra o Minas Gerais, válido pela eliminatória para a Liga Paulista de Foot-Ball de 1913, e levava apenas as letras "C" e "P" (de Corinthians e Paulista) enlaçadas.[116] Esse escudo seria usado até o ano seguinte, quando Hermógenes Barbuy, litógrafo e irmão do jogador Amilcar, criou o primeiro escudo oficial, elaborando uma moldura para as letras e acrescentou o "S" (de Sport), que estreou no amistoso contra o Torino (Itália), em São Paulo.[117]
Pouco tempo depois, a moldura fica maior e, a partir de 1919, o distintivo começava a ganhar o formato atual, com a bandeira do Estado de São Paulo ao centro. Em 1937, o presidente Getúlio Vargas baixou o Estado Novo e fez uma cerimônia pública com a queima das bandeiras de todos os Estados da federação, pois queria governo forte e centralizado. A bandeira paulista só sobreviveu dentro do escudo do Corinthians. Após a queda do regime, uso de símbolos regionais foi liberado.[116]Em 1939, o escudo ganhou uma corda que rodeia o círculo, mais os dois remos e a âncora, em alusão ao sucesso do clube nos esportes náuticos. O desenho foi criado pelo pintor modernista Francisco Rebolo, que foi jogador do segundo quadro do Corinthians na década de 1920. Depois disso, o símbolo corintiano passou por pequenas alterações ao longo do tempo, como na bandeira e na moldura.[116]
Em 1990, foi adicionada a primeira estrela em referência ao primeiro título brasileiro. O mesmo foi feito com as conquistas de 19981999 e 2005, além de uma estrela maior e que fica acima das demais, em homenagem à conquista do Mundial da FIFA de 2000. Em 2011 a diretoria do Corinthians resolveu remover todas as estrelas do distintivo do clube.[118] Abaixo, a evolução dos escudos, de 1910 a 1919.
Evolução do Escudo do Sport Club Corinthians Paulista
191319141914-191619161916-19191919-19391939-19791979-Presente
SCCorinthians Paulista 1910.pngSCCorinthians Paulista 1914.pngCorinthians Paulista 1914-16.pngCorinthians Paulista 1916.pngCorinthians Paulista 1916-19.pngCorinthians Paulista 1919-1939.pngCorinthians Paulista 1939-1979.pngCorinthians Paulista 2011-Presente.png

O mosqueteiro e São Jorge

mosqueteiro, o mascote do Corinthians (foto de uma estátua de D'Artagnan emMaastricht)
São Jorge, o santopadroeiro do Corinthians
O Corinthians adotou o "mosqueteiro" como seu mascote. Há duas versões sobre a origem do mascote corintiano.[116][119] A primeira seria por conta do clube ter pleiteado uma vaga na Liga Paulista de Futebol em 1913, da qual apenas participavamAmericanoGermânia e Internacional - como os personagens Athos, Porthos e Aramis, do romance "Os Três Mosqueteiros", escrito pelo francês Alexandre Dumas, em 1844.[116] Como havia outros pretendentes à vaga, o Corinthians teve de disputar uma seletiva contra o Minas Gerais (do Brás) e o FC São Paulo (do Bixiga), outros dois grandes da várzea paulistana. Após ter vencido as duas equipes, o Corinthians garantiu o direito de disputar a Divisão Especial da Liga, ganhando da imprensa o apelido deD'Artagnan, o quarto mosqueteiro.[116][119]
Uma segunda versão para a utilização do "mosqueteiro" como mascote corintiano surgiu em 1929, quando o Corinthians venceu o Barracas (Argentina), por 3 a 1.[119] Foi a primeira vitória do clube paulista em partidas internacionais e que ganhou destaque nas páginas do jornal "A Gazeta", com o título dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni"O Corinthians venceu com "fibra de mosqueteiro"". Esta versão é adotada oficialmente pelo clube e pelos historiadores, como Celso Unzelte.[116]
Além do mascote, o Corinthians tem bastante apego a São Jorge. Depois de comprar o campo do Parque São Jorge, em 1926, o Corinthians adotou o santo como seu padroeiro. O clube construiu uma capela em homenagem a São Jorge dentro de sua sede social.[120]
Oração de São Jorge

Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge.
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem,
tendo mãos não me peguem,
tendo olhos não me enxerguem,
nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar,
cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.

Patrocinadores

Drogaria Farma Timão, localizada no Parque São Jorge
A partir da década de 1980, a publicidade estava liberada nas camisas de futebol, mas o Corinthians não conseguia encontrar patrocinadores. Era o período da Democracia Corintiana, e a camisa estampou nas costas a frase "Dia 15, vote!", embalado pelas eleições diretas para governador em 1982.[110] Naquele mesmo ano, a empresa de material esportivo Topper exibia o seu logo no lado direito da camisa e, na final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, exibiu nas costas - como exigia a legislação da época - o patrocínio da Bombril. Em 1983, a Cofap foi a primeira marca a ocupar também a frente da camisa, a partir do Campeonato Paulista. Em 1984, para renovar o contrato do ídolo Sócrates, o clube contou com ajuda de uma empresa Corona, que assim conseguiu mantê-lo, mas, em troca, pintou um chuveiro na parte frontal da camisa.[110] A partir de 1985, passou a ser patrocinado pela Kalunga, em acordo que perdurou até 1994. Desde então, o clube mudou de patrocínio constantemente. Na era Ronaldo, o clube manteve um contrato com o "Grupo Hypermarcas", além de ter vendido outros espaços da camisa para outras empresas.
O Corinthians teve a BombrilIveco, Marabraz para os jogos da final da Copa Santander Libertadores de 2012. Fisk e TIM, que são patrocinadores desde a última temporada 2011, seguem ocupando seus espaços normalmente.[121]

Estrutura

Estádios

Pacaembu
Estádio Paulo Machado de Carvalho
Pacaembu.jpg
Entrada principal do estádio
Nomes
NomeEstádio Municipal Paulo Machado de Carvalho
Características
LocalPacaembuSão PauloSP
Brasil
GramadoNatural (105m x 68m)
Capacidade40.199 pessoas[3]
Construção
Data17 de setembro de 1938 a1940
Inauguração
Data27 de abril de 1940
Recordes
Público recorde71.280 pessoas - recorde oficial
Outras informações
ProprietárioPrefeitura de São Paulo
AdministradorSecretaria Municipal de Esportes
ArquitetoEscritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares[122]
O primeiro campo do Corinthians ficava no bairro do Bom Retiro, onde o clube foi fundado, em 1910. Mais precisamente na antiga Rua dos Imigrantes, atual Rua José Paulino. Não era, na verdade, um estádio, mas um terreno baldio que pertencia a um vendedor de lenha.[123] Foi apelido de "Campo do Lenheiro".[124] Era a época da várzea e os próprios jogadores tinham de limpar e aplanar o gramado.[123] Em janeiro de 1918, o Corinthians inaugurou seu primeiro estádio, na Ponte Grande (atual Ponte das Bandeiras), às margens do Rio Tietê.[123] O terreno foi arrendado da prefeitura por influência do intelectual Antônio de Alcântara Machado, um dos primeiros a se aproximar do clube dos operários. Ficava ao lado do Campo da Floresta, da AA das Palmeiras (o maior da cidade até então) e fora construído pelos próprios jogadores e torcedores, em sistema de mutirão.[123] O Corinthians permaneceu mandando seus jogos ali até 1927. Lá fez 108 jogos, com 83 vitórias, 43 empates e 12 derrotas. Fez 391 gols e levou 111 gols.[125]
Em 1926, o clube comprou o campo do Parque São Jorge, localizado dentro no Tatuapé. O Parque São Jorge pertencia ao Sírio, um rival nas disputas futebolísticas da época. Após a compra, o então presidente corintiano Ernesto Cassano resolveu reformar o estádio, com ajuda financeira dos sócios.[120] Enquanto eram realizadas as reformas, o Corinthians seguia mandando suas partidas no campo da Ponte Grande. Assim que cessaram as reformas no Parque São Jorge, em1928, o campo da Ponte Grande foi doado ao São Bento.[120] O reformado Parque São Jorge, ainda sem ter iluminação, foi inaugurado em 22 de julho, em um amistoso contra o América carioca.[36] O terreno original comprado junto ao Sírio incluía uma fazenda - daí o apelido de "Fazendinha", utilizado até hoje. Foi a partir deste local que o Corinthians começou a se desenvolver e pôde construir até sua sede social.[120]
No Estádio Alfredo Schürig, nome oficial da "Fazendinha", o clube jogou somente em 468 oportunidades, com 346 vitórias, 60 empates e 62 derrotas. Foram 1.312 gols marcados pelo Timão e 480 sofridos. A última partida disputada lá foi um amistoso contra Brasiliense, em 3 de agosto de 2002.[125] Atualmente, o Parque São Jorge é usado para treinamentos e jogos de categorias menores. A diretoria tem a ideia de reformá-lo, mas os planos não saem nunca do papel.[120]
Com o crescimento do número de torcedores, o Corinthians passou a atuar em estádios maiores, e em especial, o clube consolidou uma relação com o Estádio Paulo Machado de Carvalho, que pertence ao município de São Paulo e é mais conhecido como Estádio do Pacaembu.[126] Cerca de 50 mil torcedores estiveram presentes na inauguração do estádio em 28 de abril de 1940. A preliminar foi disputada entre Palestra Itália e Coritiba. Em seguida, o jogo de fundo entre Corinthians, então atual tricampeão paulista, e Atlético Mineiro, vencida pelos corintianos por 4 a 2.[126]
O Pacaembu foi inaugurado como o maior estádio da América Latina, com capacidade para 70 mil pessoas.[126] Em 1942, pouco mais de 70 mil pessoas foram ao estádio para assistir à partida entre Corinthians e São Paulo, em especial pelo atacante Leônidas da Silva, ídolo são-paulino e considerado o melhor jogador brasileiro em sua época.[127] O jogo acabou empatado em 3 a 3 e o público daquele jogo jamais foi batido no estádio. Atualmente, o Pacaembu tem capacidade para receber até 40 mil espectadores.[128]

Arena em Itaquera

Projeto da Arena Corinthians
Desde que se considera o Parque São Jorge como uma casa aquém para a grande torcida do Corinthians, sempre houve muitos projetos,[129] mas nunca foram levados à frente.[130]. Em 27 de agosto de 2010 foi anunciada a construção de um novo estádio pela construtora Odebrecht com capacidade prevista de 48.000 pessoas e um valor estimado de R$ 350 milhões.[131] Ainda no mês de agosto de 2010, a CBF e o Governo de São Paulo anunciaram o estádio como a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014 e possível palco da abertura do mesmo.[132] Porém, para que possa ser sede da abertura, a capacidade do estádio deve ser ampliada para cerca de 68.000 assentos, já que esta é a capacidade mínima para a abertura de uma Copa do Mundo, conforme exigência da FIFA.[133] No dia 30 de Maio de 2011, começaram as obras do estádio, em Itaquera; atualmente o Estádio já conta com as arquibancadas do lado leste concluídas e com as outras áreas avançadas. Embora o ex-presidente Andrés Sanchez tenha afirmado que o estádio estará pronto em Setembro de 2013,[134] a construtora mantém como prazo de entrega a data de Dezembro de 2013.

CT Joaquim Grava

O CT Joaquim Grava é um espaço para realizar treinamentos da Equipe profissional, posteriormente este espaço irá abrigar também as categorias de base do Clube.
Inaugurado em setembro de 2010 na gestão do Presidente Andrés Sanches o Centro de Treinamento foi o principal foco do então Presidente para melhorar a estrutura do Clube. O espaço leva o nome do principal idealizador do projeto, o médico Joaquim Grava. É considerado pela imprensa esportiva como um dos Centro de Treinamentos mais modernos do Mundo.[135]

Torcida

Torcida do Corinthians no Pacaembu.
A torcida do Corinthians é chamada carinhosamente de "Fiel". Um dos momentos mais marcantes protagonizados por seus torcedores ocorreu em 1976, na semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano, quando dezenas de milhares de corintianos foram ao Rio de Janeiro para assistir ao jogo no Estádio do Maracanã. O acontecimento ficou registrado na história como a "Invasão Corintiana".[136] Este também foi o maior público registrado em uma partida envolvendo o alvinegro no maior estádio do Brasil.[137]
O maior público do Estádio do Morumbi foi registrado em uma partida do Corinthians. Foi no dia 13 de outubro [138] de 1977, onde pouco mais de 146 mil pessoas assistiram ao jogo entre Corinthians e Ponte Preta, a segunda partida das finais do Campeonato Paulista daquele ano.[139] Pelo Campeonato Brasileiro, o maior público no estádio também é corintiano e a marca foi estabelecida em 6 de maio de 1984, no duelo entre Corinthians e Flamengo, válido pelas quartas-de-final da competição.[140] No Pacaembu, o Corinthians reina soberano com nove dos dez maiores públicos da história do estádio.[141] O recorde de público no Pacaembu foi o clássico entre Corinthians e São Paulo, em 1942, que teve mais de 70 mil espectadores.[127]
"Bando de Loucos", um dos apelidos da torcida corintiana.(Imagem: Alessandra A.)
De acordo com uma série de Institutos de pesquisas, como Ibope e Datafolha, além da Revista Placar, o Timão possui a segunda maior torcida do Brasil com cerca de 25 milhões de torcedores espalhados pelo país - somente atrás nacionalmente do carioca Flamengo[13][14] Quase 15 milhões de seus torcedores estão concentrados no Estado de São Paulo, onde o time do Parque São Jorge supera o número de torcedores somados de São Paulo e Palmeiras - os seus dois maiores rivais.[142] Outros 10 milhões de "fieis" estão espalhados pelo resto do Brasil. Os corintianos lideram na região Sudeste do Brasil.[143] Em Minas Gerais, o "Timão" tem mais de um milhão de torcedores e é a quarta maior torcida nesse Estado - atrás somente de CruzeiroAtlético-MG e Flamengo.[11] No Sul do país, os corintianos só ficam atrás das torcidas de Grêmio e Internacional.[144] Só no Paraná, estado no qual o Corinthians é o time mais popular, são mais de 1,8 milhões de alvinegros.[145][146]
Torcida Organizada do Corinthians emFlorianópolisSanta Catarina.(Imagem: Alessandra A.)
Fora das regiões Sul/Sudeste, o Corinthians consolida-se como segundo time mais popular do país.[144] Na soma das regiões Centro-Oeste e Norte, os corintianos também ficam com o segundo posto de torcida mais popular.[144] O mesmo acontece no Nordeste brasileiro.[144] Os corintianos têm forte presença de torcedores em Estados como Pernambuco (segundo pesquisa Ibope/2010, são quase 700 mil torcedores, que só perdem para os três times locais: Sport Recife,Santa Cruz e Náutico; já o DataFolha coloca como a segunda maior torcida do Estado),[147][148] Ceará, com mais de 500 mil torcedores e atrás de FortalezaCeará e Flamengo.[149][150] e Bahia, com mais de um milhão de torcedores, que só perdem para BahiaVitória e Flamengo.[11]
A Fiel Torcida demonstrou a sua grande importância para o clube nas finais da Libertadores, seja acompanhando o time nos estádios ou simplesmente pela televisão.
No primeiro jogo referente a Final da Copa Libertadores da América de 2012, realizado em Buenos Aires, na Argentina, entre Boca Juniors vs. Corinthians, a torcida do Timão promoveu mais uma invasão para sua galeria, desta vez a outro país, além dos 2.450 torcedores que estavam dentro da La Bombonera, outros milhares "sem ingresso" assistiram a grande final nos arredores do estádio portenho, promovendo um espetáculo singular na história desta competição, que é a mais importante das Américas[151][152][153][154][155].
No segundo jogo referente a final da Copa Libertadores da América de 2012, realizado em São PauloBrasil, entre Corinthians vs. Boca Juniors, foi registrado recorde de audiência, sendo que 72,3% dos televisores da capital paulista estavam ligados na TV Globo. A emissora carioca registrou média de 48 pontos de audiência. No Mundial da África do Sul, em 2010, o jogo com os melhores números foi Brasil e Chile, que bateu 46 pontos[156].
A festa da torcida alvinegra extrapolou a cidade de São Paulo, sendo realizada em diversos pontos do Brasil e do Mundo, como nos EUAInglaterra e no Japão[157][158]. Em Campo Grande a festa foi grande, pois nesta capital 19% da população são de torcedores alvinegros, já em Manaus, uma multidão tomou conta da Praça da Glória, na Zona Oeste da cidade, em Belém e João Pessoa, torcedores alvinegros foram aos bares da cidade para torcer pelo título inédito[159][160][161].
Um estudo divulgado em 2012 por uma consultoria mostrou que a torcida corintiana possui o maior poder de compra do país.[162]

Torcidas organizadas

O Corinthians tem como principais Torcidas Organizadas a Gaviões da Fiel, a Camisa 12, a Pavilhão 9 e a Estopim da Fiel. Fundada em 1969, a Gaviões da Fiel é a maior delas e possui mais de 90 mil sócios.[163] Gaviões e Camisa 12 têm rivalidade histórica, pois a segunda nasceu de uma divisão entre diretores da primeira, dois anos depois da fundação da Gaviões.[164] Hoje, existe uma divisão por razões políticas dentro da própria Gaviões da Fiel. Em jogos do clube como mandante, as quatro maiores torcidas corintianas cantam geralmente suas próprias músicas. Ss letras cantadas pelos integrantes da Gaviões da Fiel sobressaem-se sobre as demais torcidas uniformizadas corintianas, devido ao maior número de integrantes e constumam ser acompanhadas pelos outros torcedores, normalmente não-vinculados a qualquer facção, espalhados pelo estádio.[164]
Fora do estádio, as organizadas têm participando efetivamente da vida político-administrativa do Corinthians. Um dos casos mais notórios desta participação ocorreu na queda de Alberto Dualib, na década de 2000, que estava há mais de 15 anos no poder corintiano.[137]

Rivalidades

Derby Paulista

Partida entre Palestra Itália e Corinthians realizada no Estádio Palestra Itália na década de 1920
Corinthians e Palmeiras (antigo Palestra Itália) mantêm uma das mais antigas rivalidades do futebol brasileiro.[165] O clássico entre os clubes é conhecido como "Derby Paulista". O termo foi criado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, de A Gazeta Esportiva, por ser um jogo difícil de apontar o vencedor, como eram as corridas de cavalo disputadas em Epsom (no Reino Unido), chamada de "Derby". O primeiro confronto aconteceu 6 de maio de 1917, com vitória palestrina por 3 a 0. Já a primeira vitória do Corinthians aconteceu na sexta partida entre os dois times, disputada em 3 de maio de 1919, por 3 a 0 (gols de Américo, Garcia e Roverso).[166] Com inúmeros duelos decisivos ao longo da história (Campeonato PaulistaTorneio Rio-São PauloCampeonato Brasileiro, e Taça Libertadores da América), é considerado um dos clássicos de maior rivalidade do futebol brasileiro.[167][168]

Majestoso

Outra grande rivalidade no futebol paulista é o clássico entre Corinthians e São Paulo Futebol Clube. O duelo é conhecido como "Majestoso", alcunha também dada pelo jornalista Thomaz Mazzoni. O primeiro jogo entre as duas equipes (na época, os são-paulinos eram o São Paulo da Floresta) ocorreu no Estádio Alfredo Schürig (Fazendinha), em 25 de maio de 1930, e acabou vencido pelos corintianos pelo placar de 2 a 1. Como São Paulo Futebol Clube, a primeira partida ocorreu em 1936, também na Fazendinha e com nova vitória corintiana, desta vez por 3 a 1 (três gols de Teleco). Contra o São Paulo, o Corinthians decidiu vários estaduais, além da final do Campeonato Brasileiro de 1990 e o Torneio Rio-São Paulo de 2002.

Clássico Alvinegro

O clássico entre Corinthians e Santos é chamado de "Clássico Alvinegro" em referência às cores dos dois clubes. O primeiro duelo entre as equipes aconteceu em 22 de junho de 1913, no Parque São Jorge (que à época não pertencia aos corintianos, e acabou em 6 a 3 para o time do litoral. A primeira vitória corintiana veio no quarto confronto, em 26 de agosto de 1917, por 3 a 0, no Estádio da Vila Belmiro. Em decisões de campeonato, os dois alvinegros mediram forças algumas vezes pelo Campeonato Paulista e uma vez pelo Campeonato Brasileiro, de 2002. Recentemente, estas duas equipes disputaram a semifinal da Copa Libertadores de 2012, na qual o time da capital se classificou para a decisão do torneio.

Clássico dos Invictos

Duelo menor entre as maiores rivalidades corintianas, o confronto entre Corinthians vs Portuguesa é também conhecido como o "Clássico dos Invictos". O primeiro jogo entre os dois times foi realizado no dia 12 de junho de 1921, pelo Campeonato Paulista daquele ano, e terminou com goleada alvinegra por 5 a 0. Os grandes duelos entre ambos ocorreram especialmente durante a primeira metade da década de 1950.

Outros confrontos

Futebol profissional

Marcelinho Carioca, ídolo do passado, foi o embaixador do centenário corintiano.
Em sua história, o Corinthians sempre teve grandes jogadores no futebol, entre eles estão os brasileiros: Idário (revelado nas categorias de base do Corinthians), Biro-Biro (foi um dos maiores jogadores da década de 80), Neto (o xodó da fiel, conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro do clube), Casagrande (revelado nas categorias de base do clube), Sócrates (um dos idealizadores da democracia corintiana), Vampeta (conquistou títulos como Campeonato Brasileiro 1998 e 1999, Campeonato Paulista 1999 e 2003Mundial de Clubes 2000Torneio Rio-São Paulo 2002 e Copa do Brasil 2002), Marcelinho Carioca (conquistou inúmeros títulos pelo Corinthians, um dos maiores jogadores da história do clube), Ronaldo(Campeonato Paulista 2009 e Copa do Brasil 2009) entre outros. Dentre os jogadores internacionais que mais se destacaram na história do Corinthians estão: Gamarra (Campeonato Brasileiro 1998 e Campeonato Paulista 1999), Rincón (Campeonato Brasileiro 1998 e 1999, Campeonato Paulista 1999 e Campeão Mundial 2000) e Carlitos Tevez (Campeonato Brasileiro 2005). Alguns treinadores se destacaram no Corinthians, como Carlos Alberto Parreira (deixou o comando do time para assumir aSeleção Brasileira em 2002, conquistou o último Torneio Rio-São Paulo e também a Copa do Brasil), Mano Menezes (conquistou o Campeonato Brasileiro série B 2008Campeonato Paulista 2009 e a Copa do Brasil 2009, deixou o comando do time em 2010 para comandar a seleção brasileira) e Tite (conquistou o Campenato Brasileiro de 2011 e a Libertadores de 2012).

Elenco atual

Listagem oficial do clube até o momento. Não são listados jogadores que não foram inscritos em competições oficiais.[169]
Legenda
  • CapitãoCapitão
  • Jogador LesionadoJogador Contundido
  • Suspenso.Jogador Suspenso


Goleiros
Jogador
1Brasil Júlio César
12Brasil Cássio
22Brasil Danilo Fernandes
-Brasil Matheus Caldeira
Defensores
JogadorPos.
3Brasil Chicão Capitão³Z
4Brasil WallaceZ
13Brasil Paulo AndréZ
27Brasil Antônio CarlosZ
28Brasil FelipeZ
2Brasil Alessandro CapitãoLD
18Brasil WelderLD
26Brasil Guilherme AndradeLD
6Brasil Fábio SantosLE
16Brasil DennerLE
Meio-campistas
JogadorPos.
5Brasil RalfV
8Brasil PaulinhoV
17Brasil Willian ArãoV
35Brasil GuilhermeV
10Brasil DouglasM
14Peru Luis RamírezM
20Brasil Danilo Capitão²M
21Brasil EdenílsonM
29Brasil GiovanniM
-Brasil ChiquinhoM
Atacantes
Jogador
7Argentina Martínez
9Peru Guerrero
11Brasil Catar Emerson
23Brasil Jorge Henrique Jogador Lesionado
25Brasil Adílson
31Brasil Romarinho
200República Popular da China Chen Zhizhao
Comissão técnica
NomePos.
Brasil TiteT

Transferências em 2012

Legenda
Volta de Empréstimo: Jogadores que voltam de empréstimo
Emprestado: Jogadores emprestados
Chegadas
 Pos.JogadorClube anterior
Fairytale right.pngABrasil Adílson EmprestadoBrasil XV de Piracicaba
Fairytale right.pngGBrasil Matheus CaldeiraBrasil Juniores[170]
Fairytale right.pngLDBrasil Guilherme Andrade[171]EmprestadoBrasil Ponte Preta[172]
Fairytale right.pngABrasil RomarinhoBrasil Bragantino[173]
Fairytale right.pngAPeru Paolo GuerreroAlemanha Hamburgo[174]
Fairytale right.pngAArgentina MartínezArgentina Vélez Sarsfield[175]
Fairytale right.pngGBrasil Renan Volta de EmpréstimoBrasil Vitória [176]
Fairytale right.pngVBrasil GuilhermeBrasil Portuguesa [177]
Fairytale right.pngMBrasil Chiquinho EmprestadoBrasil Ipatinga [178]
Saídas
 Pos.JogadorClube de destino
Fairytale left red.pngGBrasil Renan EmprestadoBrasil Vitória [179]
Fairytale left red.pngABrasil BillBrasil Santos
Fairytale left red.pngMBrasil Matheus Vindo de EmpréstimoBrasil Bragantino [180]
Fairytale left red.pngVBrasil Gomes Vindo de EmpréstimoBrasil Bragantino
Fairytale left red.pngLEBrasil DodôItália Roma
Fairytale left red.pngZBrasil Leandro CastánItália Roma [181]
Fairytale left red.pngABrasil WillianUcrânia Metalist [182]
Fairytale left red.pngABrasil GilsinhoBrasil Sport
Fairytale left red.pngLEBrasil Ramon EmprestadoBrasil Flamengo
Fairytale left red.pngABrasilPortugal LiédsonBrasil Flamengo [183]
Fairytale left red.pngMBrasil AlexCatar Al-Gharafa
Fairytale left red.pngGBrasil Renan EmprestadoPortugal Estoril [184]
Fairytale left red.pngABrasil Elton EmprestadoBrasil Vitória [185]
Fairytale left red.pngZBrasil Marquinhos EmprestadoItália Roma [186]


Artilheiros

Jogadores que mais marcaram com a camisa do Corinthians.[187]
Teleco foi um formidável goleador corinthiano, com a espantosa marca de 251 gols em 246 partidas (média de 1,02 gol por partida), sendo o terceiro maior marcador da história corinthiana até o momento. Foi o artilheiro máximo dos campeonatos paulistas de 19351936,19371939 e 1941. Era conhecido comoO Rei das Viradas

 
Goleadores
Corinthians simbolo.png
Brasil 1. Cláudio (1945-1957)305
Brasil 2. Baltazar (19451957)267
Brasil 3. Teleco (1934-1944)255
Brasil 4. Neco (1914-1930)235
Brasil 5. Marcelinho Carioca (1994-2001)206
Brasil 6. Servílio (1939-1949)201
Brasil 7. Luizinho(1948-1967)175
Brasil 8. Sócrates (1978-1984)172
Brasil 9. Flávio (1965-1969)170
Brasil 10. Paulo (1954-1959)146

Maior número de partidas

Jogadores que mais vezes atuaram com a camisa do Corinthians.[188]
lateral esquerdo Wladimir (à direita, marcando Serginho Chulapa) foi jogador que mais vezes vestiu a camisa do Corinthians: 805 partidas

 
Mais Jogos
Corinthians simbolo.png
Brasil 1. Wladimir (1972-1985)805
Brasil 2. Luizinho (1948-1967)604
Brasil 3. Ronaldo (1987-1998)602
Brasil 4. Zé Maria (1970-1983)599
Brasil 5. Biro-Biro (19781989)589
Brasil 6. Vaguinho (1971-1979)551
Brasil 7. Cláudio (1945-1957)549
Brasil 8. Olavo (1952-1961)514
Brasil 9. Rivellino (1965-1974)473
Brasil 10. Idário (1949-1959)468

Treinadores

Treinadores que mais comandaram jogos pelo Corinthians.[189] [190] (Atualizado em 28 de Agosto de 2012)
Mano Menezes (à esquerda, conversando com o zagueiro William) foi o técnico que reconduziu o Corinthians à série A do Campeonato Brasileiro após o rebaixamento em 2007. Posteriormente, conquistaria o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil pelo clube (ambos em 2009) e se tornaria o técnico da Seleção Brasileira

 
Mais Jogos
Corinthians simbolo.png
Brasil 1. Oswaldo Brandão (1954-1957 / 1964-1966 / 1968 / 1974-1978 / 1980-1981)439
Brasil 2. Rato (1937 / 1942-1943 / 1951-1954)256
Brasil 3. Amílcar Barbuy (1915-1920 / 1934-1935 / 1937 / 1943)217
Brasil 4. Nelsinho Baptista (1990-1991 / 1992-1993 / 1996-1997 / 2007)192
Brasil 5. Mano Menezes (20082010)185
Brasil 6. Armando Del Debbio (1939-1942 / 1947-1948 / 1963)177
Brasil 7. Tite (2004-2005 / 2010-)176
Brasil 8. Jorge Vieira (1979-1980 / 1983-1984 / 1986-1987)147
Brasil 9. Vanderlei Luxemburgo (1998 / 2001)139
Brasil 10. Sylvio Pirillo (1959-1960 / 1974-1975)124

Ídolos

Farm-Fresh award star gold 2.png Jogadores que, no mundo, só jogaram pelo Sport Club Corinthians Paulista
Farm-Fresh award star silver 2.png Jogadores que, no Brasil, só jogaram pelo Sport Club Corinthians Paulista
Farm-Fresh award star bronze 2.png Jogadores que, em São Paulo, só jogaram pelo Sport Club Corinthians Paulista
EstrelaÍdolo.png Grande Ídolo
Alguns dos principais jogadores que ajudaram a fazer 

a história do Sport Club Corinthians Paulista:

Goleiros
Brasil Ado
Brasil Cabeção
Brasil Carlos
Brasil Cássio Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Dida EstrelaÍdolo.png
Brasil Doni
Brasil Felipe
Brasil Gilmar EstrelaÍdolo.png
Brasil Júlio César Farm-Fresh award star gold 2.png
Brasil Ronaldo Giovanelli EstrelaÍdolo.png
Brasil Tobias
Brasil Tuffy
Defensores
Brasil Alessandro EstrelaÍdolo.png
Brasil Amaral EstrelaÍdolo.png
Brasil Anderson
Brasil André Luiz
Brasil André Santos Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Betão
Brasil Brito Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Célio Silva Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Chicão EstrelaÍdolo.png
Uruguai Daniel González EstrelaÍdolo.png
Brasil Del Debbio Farm-Fresh award star gold 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Ditão EstrelaÍdolo.png
Brasil Dino Pavão EstrelaÍdolo.png
Brasil Domingos da Guia Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Édson
Brasil Fábio Luciano EstrelaÍdolo.png
Brasil Fábio Santos EstrelaÍdolo.png
Paraguai Gamarra EstrelaÍdolo.png
Brasil Giba
Brasil Goiano
Brasil Grané EstrelaÍdolo.png
Brasil Henrique
Brasil Homero
Brasil Idário EstrelaÍdolo.png
Brasil Jaú
Brasil Juninho
Brasil Leandro Castán EstrelaÍdolo.png
Brasil Kléber
Brasil Marcelo Djian Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Moisés Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Olavo EstrelaÍdolo.png
Brasil Oreco Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Rogério
Brasil William EstrelaÍdolo.png
Brasil Wladimir EstrelaÍdolo.png
Brasil Zé Eduardo
Brasil Zé Maria EstrelaÍdolo.png
Meio-campistas
Brasil Alex
Brasil Basílio EstrelaÍdolo.png
Brasil Biro-BiroEstrelaÍdolo.png
Brasil Brandão EstrelaÍdolo.png
Brasil Bruno César
Brasil Caçapava
Brasil Carbone
Brasil Cristian EstrelaÍdolo.png
Brasil Danilo EstrelaÍdolo.png
BrasilItália Dino Sani EstrelaÍdolo.png
Brasil Douglas EstrelaÍdolo.png
Brasil Edu Farm-Fresh award star silver 2.png
Brasil Elias EstrelaÍdolo.png
Brasil Ezequiel
Brasil Fabinho
Brasil Guimarães EstrelaÍdolo.png
Brasil Jango Farm-Fresh award star bronze 2.pngEstrelaÍdolo.png
Brasil Luizinho EstrelaÍdolo.png
Brasil Marcelinho Carioca EstrelaÍdolo.png
Brasil Marcelinho Paulista
Brasil Márcio
Brasil Munhoz
Brasil Neto EstrelaÍdolo.png
Brasil Paulinho EstrelaÍdolo.png
Brasil Paulo Sérgio
Brasil Rafael
Brasil Ralf EstrelaÍdolo.png
Brasil Rato Farm-Fresh award star silver 2.png
Brasil Ricardinho EstrelaÍdolo.png
Colômbia Rincón EstrelaÍdolo.png
Brasil Rivellino Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Roberto Belangero Farm-Fresh award star silver 2.png
Brasil Sócrates EstrelaÍdolo.png
Brasil Souza
Brasil Tatu Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Vampeta EstrelaÍdolo.png
Brasil Wilson Mano EstrelaÍdolo.png
Brasil Zenon EstrelaÍdolo.png
Atacantes
Brasil Américo
Brasil Amílcar EstrelaÍdolo.png
Brasil Ataliba EstrelaÍdolo.png
Brasil Baltazar EstrelaÍdolo.png
Brasil Carlito
Brasil Casagrande EstrelaÍdolo.png
Brasil Cláudio EstrelaÍdolo.png
Brasil Deivid
Brasil De Maria Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Dentinho Farm-Fresh award star silver 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Dinei Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Edílson EstrelaÍdolo.png
Brasil Edmar
BrasilCatar Emerson EstrelaÍdolo.png
Brasil Gambarotta
Brasil Gambinha
Brasil Geraldão EstrelaÍdolo.png
Brasil Gil Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil João Paulo
Brasil Jorge Henrique EstrelaÍdolo.png
Brasil Lopes Farm-Fresh award star gold 2.png
BrasilPortugal Liédson Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Luizão EstrelaÍdolo.png
Brasil Marques
Brasil Neco EstrelaÍdolo.png
Brasil Nilmar Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Palhinha EstrelaÍdolo.png
Brasil Paulo
Brasil Romarinho
Brasil Romeu Cambalhota
Brasil Ronaldo Fenômeno Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Servílio EstrelaÍdolo.png
Brasil Simão
Brasil Teleco Farm-Fresh award star bronze 2.png EstrelaÍdolo.png
Argentina Tévez Farm-Fresh award star silver 2.png EstrelaÍdolo.png
Brasil Tupãzinho EstrelaÍdolo.png
Brasil Vaguinho EstrelaÍdolo.png
Brasil Viola EstrelaÍdolo.png