domingo, 13 de janeiro de 2013

City vence em Londres e encosta no United

Destaque  da  partida Milner comemora com companheiros a vitória  histórica  do City

O Manchester City fez sua parte na luta pelo bicampeonato da Premier League, ao vencer o Arsenal  neste  domigo, por 2 a 0 em pleno Emirates Stadium. Com o resultado, os Citizens, chegam a 48 pontos, ficando  a sete do líder e grande rival United, que venceu o clássico contra o Liverpool por 2 a 1, além de manter o time azul na briga pelo campeonato, o resultado acaba com o tabu de 27 partidas de jejum contra os Gunners.

O lance decisivo para  a vitória do City, aconteceu com nove minutos de partida, quando zagueiro Koscielny,  foi expulso por ter  feito penalti em Dzeko e deixou os donos da casa com um a menos. O penalti acabou não sendo convertido pelo time de Manchester, mas com a vantagem  numérica em campo, eles rapidamente garantiram a vantagem no placar  e aos 20 minutos, Milner recebeu passe de Tevez e bateu cruzado, vencendo o goleiro Szczesny.

 O gol, fez com que o Manchester continuasse buscando a vitória e sufocando o Arsenal, que ficou sem conseguir encaixar contra-ataques. Aos 30 minutos, Zabaleta impediu mais um contra-ataque londrino e lançou Milner, que cruzou rasteiro, o goleiro  do Arsenal  ainda conseguiu defender o chute de Tevez, porém não pode evitar o gol de Dzeko, que aproveitou o rebote para ampliar para os Citizens. E os times  foram  para o intervalo com o placar marcando 2 a 0 para os visitantes.

Na segunda etapa, o Arsenal continuou mostrando valentia, criando boas jogadas, mas nada que incomodasse o City, que passou a chamar o Arsenal para seu campo e conta-atacar. Aos 25 minutos Tevez  quase ampliou o placar, após receber  passe de Dzeko, porém o atacante foi superado pelo goleiro londrino.  Na  sequência o  Arsenal conseguiu um  bom ataque,  mas pecou na finalização.

Aos 29 minutos da segunda etapa o zagueiro Kompany do City cometeu falta em Wilshere e foi expulso, entretanto, nem a igualdade de jogadores em campo foi  suficiente para mudar o cenário no placar. Aos 44 minutos, o  Arsenal  teve sua última grande chance com Walcott, que venceu  o goleiro Hart, mas o zagueiro Lescott afastou o perigo e determinou a vitória  histórica dos Citizens. 

Com  a derrota, o Arsenal permanece com 34 pontos, em sexto lugar se afastando ainda mais da zona de  classificação para a Champions League e ficando fora também da  zona de classificação para a Liga Europa.




domingo, 6 de janeiro de 2013

Uma mudança necessária

Essa  semana começou a maior e mais tradicional competição das categorias de base do futebol  brasileiro. A Copa São Paulo de Futebol Júnior, chega a sua 44ª edição com a participação de 100 clubes. A cada ano o número de clubes participantes aumenta e a qualidade, não acompanha a Copa, porém o foco desse texto, não é nem a qualidade  da competição, mas a sua  duração. Este ano, a  disputa  acontece entre os dias 4 e 25 de janeiro, fazendo com que o enorme número de jogos aconteçam em apenas 21 dias, tornando-se assim  um complicador para o torneio.

É preciso rever essa questão e garantir uma competição mais extensa, o que melhoraria o interesse e a  qualidade da mesma. Porém, como é fundamental a manutenção da data da final,  uma  vez que a  Copinha  surgiu como uma das comemorações pelo aniversário da cidade, o ideal seria que o torneio começace antes, para  ser mais claro, no ano anterior. Para isso, seria preciso uma mudança radical no calendário da categoria. 

Assim, o Campeonato Brasileiro começaria no início do segundo semestre, garantindo um periodo de descanso entre os estaduais e o nacional  e a Copa  São Paulo teria seu início em novembro, incluindo ai praticamente mais dois meses para o desenrolar da competição, que não ficarai tão corrida e desgastatante  para as jovens promessas do nosso futebol.

Essa alteração inclusive fortaleceria a competição, recuprando seu prestígio e provocando um maior investiemento nas categorias de base, fazendo com que o número de jovens talentos revelados pela  competição seja cada vez maior, recuperando assim a verdadeira função da Copa São Paulo de Futebol Junior.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Casillas o melhor; Cássio a surpresa

 
Casillas é eleito mais uma vez o melhor do mundo

A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, anunciou a lista com os melhores goleiros de 2012 e como já era esperado, Ilker Casillas, do Real Madrid e da seleção espanhola, foi novamente eleito o melhor arqueiro do mundo. Foi o quinto ano consecutivo que o espanhol levou o prêmio.

Pelos resultados da temporada, era esperado que o espanhol levasse esse prêmio, afinal, mesmo fracassando na Champions League, com o Real quando foi parado na semi-final da competição, ao perder para o Bayern de Munique, o goleiro foi campeão espanholcom o seu time e europeu com a seleção de seu país, consolidando o domínio espanhol no cenário internacional.

O segundo colocado, na lista foi o italiano Buffon, da Juventus, que fez uma ótima temporada na Juventus, conquistando o Campeonato Italiano e a Copa da Itália com a equipe de Turim e foi vice campeão europeu com a Azzura.

O terceiro lugar ficou para Peter Cech, campeão da Copa da Inglaterra, da Liga Inglesa e da Champios League e vice campeão mundial com o Chelsea.

Logo atrás do campeão europeu, ficou o vice campeão, Manuel Neuer, do Bayern de Munique, que apesar da bela campanha na Champions, passou o ano em branco com sua equipe, vice campeã também do Campeoanto Alemão e da Copa da Alemanha. 

Uma das supresas da lista foi o goleiro John Hart, do Manchester City, o campeão inglês figurou em quinto lugar na lista, superando com certa folga o goleiro catalão Victor Valdés, do Barcelona, que este ano conquistou apenas a Copa da Espanha.

A grande surpresa da lista ficou por conta do único goleiro, não europeu e que também não atua no "velho mundo". Trata-se de Cássio, que chegou a Corinthians vindo do futebol holandês, como um desconhecido, para ser o terceiro goleiro e com o desenrolar da temporada, foi conquistando seu espaço, virou titular, ganhou a Libertadores e o Mundial, onde foi eleito o melhor jogador da final e do campeonato.

Encerram a lista os goleiros, Hugo Lloris (Lyon/Tottenham) e Samir Handanović (Udinese/Inter de Milão).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Contradição européia

O craque Michel Platini, que fez sucesso, jogando por alguns dos maiores clubes do futebol europeu, vem tendo um comportamento amplamente diferente, agora como cartola atuando a frente da União das Federações Européias de Futebol (UEFA). A última ideia da entidade, é proibir que atletas tenham seus direitos econômicos ligados a clubes e a empresários. Tal prática vem sendo bastante utilizada no futebol brasileiro nos últimos anos e não tem apresentado problemas.

Na Europa, essa ideia vem sendo combatida desde a transferência de Carlito Tevez do Corinthians para o pequeno West Han da Inglaterra. Segundo a Liga inglesa, tal prática pode ser feita para ações ilícitas, como lavagem de dinheiro e por isso deve ser combatida. Observando por este prisma, essa é uma atitude louvável, entretanto, expõe uma grande contradição do futebol europeu. caso a ideia seja aprovada e colocada em prática, os empresários não terão mais atletas, mas continuarão tendo times de futebol, afinal nos últimos anos, muitos clubes do velho continente passaram a ter donos milionários, sendo que muitos deles não tem como explicar suas fortunas.

Não é necessário um grande esforço mental para elabora uma vasta lista de clubes europeus com proprietários únicos e ou em sociedades. Milan, Manchester City, Málaga, Arsenal, Chelsea, West Han, Monaco, Metalist, Queens Parks Rangers, Juventus, Shaktar Donetsk, Internazionale de Milão, Zenit, entre muitos outros  tem seus donos que utilizam suas empresas para investir no futebol e aproveitam o lucro do futebol para aplicar em seus negócios. 

Desta forma, a decisão de proibir empresas de ter participação nos direitos econômicos dos atletas, mas permitir que empresários tenham clubes, ao olhar deste observador, parece inócua, pois a "lavagem de dinheiro"que poderia ser combatida com essa medida, poderá acontecer através dos clubes. Entretanto, falta a UEFA, tanto interesse quanto força para impedir que as aquisições de pequenos clubes sejam feitas por grandes empresários. Principalmente agora que um deles depois de nove anos investindo de forma pesada no futebol, alcançou o topo do continente com a conquista da Champions League e posteriormente com a conquista da Super Copa Europeia, contra o poderoso Barcelona, será difícil combater essa onda de clubes com proprietários.

Assim sendo, a ideia do possível sucessor de Blatter no comando da FIFA, parece ser um jogo de cena, que pouco ou nenhum benefício trará para o esporte bretão. 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Blá, blá, blá, sem nexo

Depois de sete meses sem patrocinador principal, finalmente o Corinthians anunciou a parceria que resultou mais uma vez no maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro. A partir do próximo sábado, o Corinthians entra em campo, estampando na camisa a logo da Caixa Econômica Federal. É claro que este acontecimento não teria como passar em branco, por parte dos rivais, que já começaram com o chororô.

E motivados pro este choro sem sentido, alguns cartolas rivais acabam "misturando estações" e falando coisas sem lógica alguma. O primeiro rival a criticar a parceria do Corinthians com o banco estatal, foi o São Paulo, que passou a querer acusar uma possível "estatização" do time do Parque São Jorge. Para os dirigentes tricolores, isso acontece por conta do patrocínio com a Caixa, somado ao financiamento do estádio por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Nacional) e os benefícios dados ao time pela prefeitura, por conta da construção do estádio lá em Itaquera.

O falatório tricolor acontece por que na realidade o time do Morumbi tentou um acordo de patrocínio com o mesmo banco, mas o acordo não saiu e agora com o êxito rival, os diretores são paulinos ficaram no "ora vejam". Tal comportamento são paulino mostra que muitas coisas precisam ser esclarecidas com relação ao Timão e a sua nova patrocinadora.

Primeiro, que não há nenhuma intervenção política estatal nas ações alvinegras, o BNDES está financiando o estádio do Corinthians, com um empréstimo que será pago posteriormente pelo time paulistano, algo muito comum no meio empresarial brasileiro, sem que haja interferência governamental no caso, o mesmo serve para os benefícios cedidos pela prefeitura em relação a obra, tais vantagens será dada a qualquer empresário que investir na região, está na lei, portanto o argumento de jogada política e ou estatização do "Time do Povo", cai por terra.

Quanto a declaração de que o governo está priorizando alguma entidade esportiva em detrimento de outras, me desculpe, mas isso é uma grande falácia. Não há prioridade estatal por causa de um contrato de patrocínio com um clube. Outras estatais já patrocinaram grandes clubes brasileiros antes e isso nunca foi tratado desta forma. O Botafogo, já foi patrocinado pela Supergasbras, o Flamengo pela Petrobras, o Vasco pela Eletrobras, que também já patrocinou o Avaí, hoje também patrocinado pela Caixa, que ainda patrocina o Atlético-PR, então, assim sendo não cabe um argumento tão fraco como esse, ainda mais para justificar o azar e ou incompetência de alguns cartolas.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O jogo que não deveria acontecer

A Confederação Sul Americana de Futebol decidiu de maneira errônea, a situação do chamado Super Clássico  das Américas, que nada  mais é que a reedição da antiga Copa Rocca. Não acredito que essa  seria melhor solução para o problema que se arrasta desde o dia 3 de outubro, quando deveríamos ter a segunda partida do confronto. Infelizmente o jogo não aconteceu por que faltou luz no estádio Centenário, de Resistência inaugurado a pouco mais de um ano.

Sou contrário a realização da partida por um motivo muito simples. A partida não aconteceu, por problemas técnicos referentes ao local do jogo. Por isso a Associação de Futebol da Argentina, deveria  ser punida com a  parda da mesma, o que faria com que a seleção brasileira  ficasse novamente com o troféu do Super Clássico.

É evidente que o time, ou no caso seleção, responsável pela  partida deve ser responsabilizado por qualquer problema referente ao local do jogo e por isso acho que a derrota por W.O. seria a solução para essa  questão. Infelizmente pensando apenas em encher os cofres, remarcou a partida para o dia 21 de novembro, prejudicando novamente os clubes q cederão seus atletas e que estarão ainda mais preocupados com a  reta  final dos campeonatos.

Imaginem o prejuízo que o Internacional pode ter ao jogar desfalcados de nomes importantes como Dátolo ou D´Alessandro fundamentais nos planos do colorado de voltar à Libertadores, isso sem dizer no Barcos, primordial  na tentativa ainda q desesperada do Palmeiras de se salvar de um novo rebaixamento,   cada dia mais próximo.

Por isso tudo acredito que  não deveria acontecer o confronto em nova data. Esse prejuízo serviria, ou deveria servir, para mostrar a Associação de Futebol da Argentina, que não se pode negligenciar esse clássico da  forma como eles fizeram. Ao que parece, eles   agora começam a aprender essa lição afinal  o  palco  do confronto será La Bombonera, tradicional estádio  portenho, uma casa realmente digna para o embate, que  ainda  assim não deveria acontecer.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma mudança necessária

A divulgação recente do Ranking da FIFA, que jogou o Brasil para a sua pior colocação na história da lista (14ª colocação), foi a deixa para que escrevesse este texto. A mudança em relação a colocação brasileria, se deu entre outros motivos pelo fato de no mesmo éríodo em que o Brasil enfrentou de maneira invicta adversários como África do Sul, China e Argentina, a Colômbia venceu o Chile e o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa. Por isso, nossos vizinhos ficaram a nossa frente.

É evidente que fora a Argentina, nossos adversários foram mais fracos que os oponentes da seleção colombiana e por isso, essas vitórias tiveram maior valor. Como o Brasil não disputa as Eliminatórias, temos mesmo que nos contentar com adversários menores, o que acaba nos atrapalhando nesse ranking. Não defendo que seja necessária uma mudança nos critérios dele, vou além, acho que a mudança deve acontecer em outra esfera.

Faz anos que sou crítico ferrenho das Eliminatórias, não vejo sentido em sua realização. Defendo a extinção da mesma. Quem ler esse texto até aqui, provavelmente perguntará: Então como será a classificação para as Copas? Eu respondo: O país sede, permanecerá automaticamente classificado, o atual campeão, voltaria a classificar-se automaticamente, afinal o direito de defesa do título é algo básico e deveria ser preservado. Já os demais participantes, seriam classificados através dos torneios continentais, mantendo-se o mesmo número de vagas para cada confederação.

Com isso, tornaríamos mais justa a confecção do Ranking FIFA e também resolveríamos outro problema sério do futebol contemporâneo. O calendário é muito desgastante e já faz tempo que o futebol interclubes vem ganhando cada vez mais força no mundo, o que é algo natural, uma vez que o profissional da bola é funcionário do clube e não da seleção. Desta forma, a seleção não deveria ser prioridade para ele, mas não é isso que acontece atualmente.

Sem a realização das eliminatórias, os atletas poderiam estar mais preservados e focados no que realmente lhes interessa, que são os times e isso melhoraria a qualidade do futebol como um todo, por isso acho que a não realização das eliminatórias seria uma mudança necessária no futebol mundial, assim como outros torneios tanto de seleções como de clubes também. Precisamos de um calendário mais enxuto e principalmente unificado no âmbito mundial, o que não acontece e que assim como a não realização dessas competições traria um grande salto de qualidade ao futebol.