sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Casillas o melhor; Cássio a surpresa

 
Casillas é eleito mais uma vez o melhor do mundo

A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, anunciou a lista com os melhores goleiros de 2012 e como já era esperado, Ilker Casillas, do Real Madrid e da seleção espanhola, foi novamente eleito o melhor arqueiro do mundo. Foi o quinto ano consecutivo que o espanhol levou o prêmio.

Pelos resultados da temporada, era esperado que o espanhol levasse esse prêmio, afinal, mesmo fracassando na Champions League, com o Real quando foi parado na semi-final da competição, ao perder para o Bayern de Munique, o goleiro foi campeão espanholcom o seu time e europeu com a seleção de seu país, consolidando o domínio espanhol no cenário internacional.

O segundo colocado, na lista foi o italiano Buffon, da Juventus, que fez uma ótima temporada na Juventus, conquistando o Campeonato Italiano e a Copa da Itália com a equipe de Turim e foi vice campeão europeu com a Azzura.

O terceiro lugar ficou para Peter Cech, campeão da Copa da Inglaterra, da Liga Inglesa e da Champios League e vice campeão mundial com o Chelsea.

Logo atrás do campeão europeu, ficou o vice campeão, Manuel Neuer, do Bayern de Munique, que apesar da bela campanha na Champions, passou o ano em branco com sua equipe, vice campeã também do Campeoanto Alemão e da Copa da Alemanha. 

Uma das supresas da lista foi o goleiro John Hart, do Manchester City, o campeão inglês figurou em quinto lugar na lista, superando com certa folga o goleiro catalão Victor Valdés, do Barcelona, que este ano conquistou apenas a Copa da Espanha.

A grande surpresa da lista ficou por conta do único goleiro, não europeu e que também não atua no "velho mundo". Trata-se de Cássio, que chegou a Corinthians vindo do futebol holandês, como um desconhecido, para ser o terceiro goleiro e com o desenrolar da temporada, foi conquistando seu espaço, virou titular, ganhou a Libertadores e o Mundial, onde foi eleito o melhor jogador da final e do campeonato.

Encerram a lista os goleiros, Hugo Lloris (Lyon/Tottenham) e Samir Handanović (Udinese/Inter de Milão).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Contradição européia

O craque Michel Platini, que fez sucesso, jogando por alguns dos maiores clubes do futebol europeu, vem tendo um comportamento amplamente diferente, agora como cartola atuando a frente da União das Federações Européias de Futebol (UEFA). A última ideia da entidade, é proibir que atletas tenham seus direitos econômicos ligados a clubes e a empresários. Tal prática vem sendo bastante utilizada no futebol brasileiro nos últimos anos e não tem apresentado problemas.

Na Europa, essa ideia vem sendo combatida desde a transferência de Carlito Tevez do Corinthians para o pequeno West Han da Inglaterra. Segundo a Liga inglesa, tal prática pode ser feita para ações ilícitas, como lavagem de dinheiro e por isso deve ser combatida. Observando por este prisma, essa é uma atitude louvável, entretanto, expõe uma grande contradição do futebol europeu. caso a ideia seja aprovada e colocada em prática, os empresários não terão mais atletas, mas continuarão tendo times de futebol, afinal nos últimos anos, muitos clubes do velho continente passaram a ter donos milionários, sendo que muitos deles não tem como explicar suas fortunas.

Não é necessário um grande esforço mental para elabora uma vasta lista de clubes europeus com proprietários únicos e ou em sociedades. Milan, Manchester City, Málaga, Arsenal, Chelsea, West Han, Monaco, Metalist, Queens Parks Rangers, Juventus, Shaktar Donetsk, Internazionale de Milão, Zenit, entre muitos outros  tem seus donos que utilizam suas empresas para investir no futebol e aproveitam o lucro do futebol para aplicar em seus negócios. 

Desta forma, a decisão de proibir empresas de ter participação nos direitos econômicos dos atletas, mas permitir que empresários tenham clubes, ao olhar deste observador, parece inócua, pois a "lavagem de dinheiro"que poderia ser combatida com essa medida, poderá acontecer através dos clubes. Entretanto, falta a UEFA, tanto interesse quanto força para impedir que as aquisições de pequenos clubes sejam feitas por grandes empresários. Principalmente agora que um deles depois de nove anos investindo de forma pesada no futebol, alcançou o topo do continente com a conquista da Champions League e posteriormente com a conquista da Super Copa Europeia, contra o poderoso Barcelona, será difícil combater essa onda de clubes com proprietários.

Assim sendo, a ideia do possível sucessor de Blatter no comando da FIFA, parece ser um jogo de cena, que pouco ou nenhum benefício trará para o esporte bretão. 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Blá, blá, blá, sem nexo

Depois de sete meses sem patrocinador principal, finalmente o Corinthians anunciou a parceria que resultou mais uma vez no maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro. A partir do próximo sábado, o Corinthians entra em campo, estampando na camisa a logo da Caixa Econômica Federal. É claro que este acontecimento não teria como passar em branco, por parte dos rivais, que já começaram com o chororô.

E motivados pro este choro sem sentido, alguns cartolas rivais acabam "misturando estações" e falando coisas sem lógica alguma. O primeiro rival a criticar a parceria do Corinthians com o banco estatal, foi o São Paulo, que passou a querer acusar uma possível "estatização" do time do Parque São Jorge. Para os dirigentes tricolores, isso acontece por conta do patrocínio com a Caixa, somado ao financiamento do estádio por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Nacional) e os benefícios dados ao time pela prefeitura, por conta da construção do estádio lá em Itaquera.

O falatório tricolor acontece por que na realidade o time do Morumbi tentou um acordo de patrocínio com o mesmo banco, mas o acordo não saiu e agora com o êxito rival, os diretores são paulinos ficaram no "ora vejam". Tal comportamento são paulino mostra que muitas coisas precisam ser esclarecidas com relação ao Timão e a sua nova patrocinadora.

Primeiro, que não há nenhuma intervenção política estatal nas ações alvinegras, o BNDES está financiando o estádio do Corinthians, com um empréstimo que será pago posteriormente pelo time paulistano, algo muito comum no meio empresarial brasileiro, sem que haja interferência governamental no caso, o mesmo serve para os benefícios cedidos pela prefeitura em relação a obra, tais vantagens será dada a qualquer empresário que investir na região, está na lei, portanto o argumento de jogada política e ou estatização do "Time do Povo", cai por terra.

Quanto a declaração de que o governo está priorizando alguma entidade esportiva em detrimento de outras, me desculpe, mas isso é uma grande falácia. Não há prioridade estatal por causa de um contrato de patrocínio com um clube. Outras estatais já patrocinaram grandes clubes brasileiros antes e isso nunca foi tratado desta forma. O Botafogo, já foi patrocinado pela Supergasbras, o Flamengo pela Petrobras, o Vasco pela Eletrobras, que também já patrocinou o Avaí, hoje também patrocinado pela Caixa, que ainda patrocina o Atlético-PR, então, assim sendo não cabe um argumento tão fraco como esse, ainda mais para justificar o azar e ou incompetência de alguns cartolas.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O jogo que não deveria acontecer

A Confederação Sul Americana de Futebol decidiu de maneira errônea, a situação do chamado Super Clássico  das Américas, que nada  mais é que a reedição da antiga Copa Rocca. Não acredito que essa  seria melhor solução para o problema que se arrasta desde o dia 3 de outubro, quando deveríamos ter a segunda partida do confronto. Infelizmente o jogo não aconteceu por que faltou luz no estádio Centenário, de Resistência inaugurado a pouco mais de um ano.

Sou contrário a realização da partida por um motivo muito simples. A partida não aconteceu, por problemas técnicos referentes ao local do jogo. Por isso a Associação de Futebol da Argentina, deveria  ser punida com a  parda da mesma, o que faria com que a seleção brasileira  ficasse novamente com o troféu do Super Clássico.

É evidente que o time, ou no caso seleção, responsável pela  partida deve ser responsabilizado por qualquer problema referente ao local do jogo e por isso acho que a derrota por W.O. seria a solução para essa  questão. Infelizmente pensando apenas em encher os cofres, remarcou a partida para o dia 21 de novembro, prejudicando novamente os clubes q cederão seus atletas e que estarão ainda mais preocupados com a  reta  final dos campeonatos.

Imaginem o prejuízo que o Internacional pode ter ao jogar desfalcados de nomes importantes como Dátolo ou D´Alessandro fundamentais nos planos do colorado de voltar à Libertadores, isso sem dizer no Barcos, primordial  na tentativa ainda q desesperada do Palmeiras de se salvar de um novo rebaixamento,   cada dia mais próximo.

Por isso tudo acredito que  não deveria acontecer o confronto em nova data. Esse prejuízo serviria, ou deveria servir, para mostrar a Associação de Futebol da Argentina, que não se pode negligenciar esse clássico da  forma como eles fizeram. Ao que parece, eles   agora começam a aprender essa lição afinal  o  palco  do confronto será La Bombonera, tradicional estádio  portenho, uma casa realmente digna para o embate, que  ainda  assim não deveria acontecer.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma mudança necessária

A divulgação recente do Ranking da FIFA, que jogou o Brasil para a sua pior colocação na história da lista (14ª colocação), foi a deixa para que escrevesse este texto. A mudança em relação a colocação brasileria, se deu entre outros motivos pelo fato de no mesmo éríodo em que o Brasil enfrentou de maneira invicta adversários como África do Sul, China e Argentina, a Colômbia venceu o Chile e o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa. Por isso, nossos vizinhos ficaram a nossa frente.

É evidente que fora a Argentina, nossos adversários foram mais fracos que os oponentes da seleção colombiana e por isso, essas vitórias tiveram maior valor. Como o Brasil não disputa as Eliminatórias, temos mesmo que nos contentar com adversários menores, o que acaba nos atrapalhando nesse ranking. Não defendo que seja necessária uma mudança nos critérios dele, vou além, acho que a mudança deve acontecer em outra esfera.

Faz anos que sou crítico ferrenho das Eliminatórias, não vejo sentido em sua realização. Defendo a extinção da mesma. Quem ler esse texto até aqui, provavelmente perguntará: Então como será a classificação para as Copas? Eu respondo: O país sede, permanecerá automaticamente classificado, o atual campeão, voltaria a classificar-se automaticamente, afinal o direito de defesa do título é algo básico e deveria ser preservado. Já os demais participantes, seriam classificados através dos torneios continentais, mantendo-se o mesmo número de vagas para cada confederação.

Com isso, tornaríamos mais justa a confecção do Ranking FIFA e também resolveríamos outro problema sério do futebol contemporâneo. O calendário é muito desgastante e já faz tempo que o futebol interclubes vem ganhando cada vez mais força no mundo, o que é algo natural, uma vez que o profissional da bola é funcionário do clube e não da seleção. Desta forma, a seleção não deveria ser prioridade para ele, mas não é isso que acontece atualmente.

Sem a realização das eliminatórias, os atletas poderiam estar mais preservados e focados no que realmente lhes interessa, que são os times e isso melhoraria a qualidade do futebol como um todo, por isso acho que a não realização das eliminatórias seria uma mudança necessária no futebol mundial, assim como outros torneios tanto de seleções como de clubes também. Precisamos de um calendário mais enxuto e principalmente unificado no âmbito mundial, o que não acontece e que assim como a não realização dessas competições traria um grande salto de qualidade ao futebol.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Devolvam a graça do futebol

Tempos atrás, no dia seguinte ao dérby paulistano, escrevi aqui que nosso futebol está perdendo a graça e pelo visto o tempo continua me dando razão. Naquela vez, escrevi críticas ao árbitro da partida que puniu o atacante Romarinho do Corinthians com o cartão amarelo. O motivo da punição, foi o fato de o garoto ter comemorado seu gol, junto a torcida palmeirense.

Agora volto a me deparar com "medidas preventivas" que jogam para escanteio a graça do esporte bretão. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), já informou que punirá clubes, cujo suas torcidas ofendam jogadores e ou times adversários. A corte deu como exemplo o jogo entre Atlético-MG e Flamengo hoje a noite. Lembrou de casos onde torcedores ofenderam Ronaldinho Gaúcho e ou seus familiares e ressaltou que esse comportamento é motivo para se punir o clube.

Na minha visão, isso é ridículo. querem enterrar cada vez mais a graça do nosso futebol. Provocações entre jogadores e principalmente entre atletas é algo que faz parte do futebol e assim deve continuar. Sou do tempo em que jogadores comemoravam gols com provocações a torcedores e jogadores adversários. Impossível esquecer, jogadores como Viola, que já comemorou gol no dérby seja imitando porco ou gavião, Romário com sua extensa galeria de declarações polêmicas. Sou da época em que se ouviam nos estádios gritos como "Urubu otário, quem tem o Túlio não precisa do Romário!", ou então "Dança, dança, dança, dança da bundinha, no Maracanã gavião virou galinha", "Renato Viado" (alusão da torcida rubro-negra ao Renato Gaúcho, principalmente no período em que este este no Fluminense). 

É essa graça que os amantes do futebol, não podem perder jamais. Ofensas nas arquibancadas e gracinhas no gramado fazem parte do DNA boleiro e assim deve continuar, sem a interferência de senhores engravatados que pouco frequentam o universo boleiro.

É evidente que o clima de rivalidade e provocações que tanto marcam o futebol, devem ser preservados, assim como as festas das torcidas organizadas, porém as mesmas não devem servir de desculpa para a barbárie que acontece com alguma frequência. É essa violência que estes senhores devem combater e não a festa de jogadores e ou atletas. Infelizmente estes senhores esquecem ou fingem não perceber que atuar da forma como vem fazendo, serve apenas como cortina de fumaça para esconder o que realmente deve ser combatido.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cortina de fumaça




Romarinho comemora o gol no clássico e cria polêmica com palmeirenses

O dérbi paulistano de ontem, foi marcado por um fato que não deveria ter chamado a atenção. Sou de um tempo onde os jogadores passavam os dias que antecediam os clássicos desafiando seus adversários e prometendo show em campo. Quantas vezes vi e ouvi provocações de atacantes aos times adversários e que sempre foram encarados como graça e até como incentivo para os confrontos. Infelizmente, de uns anos para cá, essa realidade vem mudando e deixando o futebol mais chato. Os defensores dessas práticas alegam que esse futebol, mas pálido é sinal de respeito ao adversário, eu discordo completamente.

Não vi falta de respeito do Romarinho ao Palmeiras e a sua torcida, quando da comemoração de seu gol no clássico (o terceiro contra o rival nesse Brasileiro). Já vi comemorações mais escancaradas que sempre considerei brincadeiras saudáveis. Agora querem utilizar o fato para esconder a realidade do Palmeiras, que luta para não cair novamente para a Série B, porém ao que parece só um milagre salvará o alviverde da degola.

Jogadores, ídolos, ex jogadores e dirigentes do time da Barra Funda, preferem ficar discutindo sobre a comemoração do garoto corinthiano, ao invés de buscar melhorias para a equipe e mudar essa realidade. O gol e a felicidade do Romarinho, se tornaram cortina de fumaça para que os cartolas verde e branco não precisem explicar suas lambanças para a torcida palmeirense. É hora da torcida mostrar apoio e os jogadores mostrarem que aquele time que venceu a Copa do Brasil e tirou o Palmeiras de uma longa fila, são capazes de manter o maior campeão nacional da história na elite do futebol.

Como corinthiano, ao contrário do que muitos pensam, não gosto da ideia de ver o grande rival na segundona. É muito chato ver o Brasileirão sem o dérbi, como aconteceu em 2002 e em 2008. Por isso, mesmo não acreditando que a salvação palmeirense venha, torço para que a degola não aconteça. É hora da torcida palmeirense mostrar força e união para ajudar o time a reencontrar o caminho das vitórias. E que torcedores, dirigentes e profissionais do futebol, voltarem a encarar as provocações como parte do espetáculo.